O tiro no pé: o "#EleNão" foi o grande erro estratégico da esquerda

um grupo de mulheres de esquerda criou a página “Mulheres Contra Bolsonaro", usando a hashtag #EleNão.

Como a esquerda elegeu Jair Bolsonaro...

Sim, mesmo faltando alguns dias para o primeiro turno das eleições, eu já estou falando assim, no passado, porque no ponto em que estamos, as chances de derrota de Bolsonaro são remotíssimas. Eu diria de menos de 4%.

E foi graças ao erro estratégico mais grosseiro da história que chegamos ao ponto sem retorno.

Não. Não estou falando (apenas) da ascensão de Haddad, apesar dela contribuir bastante pra isso.

Há algumas semanas eu já percebia um fenômeno inusitado: sob a justificativa de não dar visibilidade a Bolsonaro, e muito provavelmente para evitar o nome dele nos trending topics, ou até para evitar discussões com seus seguidores, inúmeras pessoas começaram a usar apelidos para se referir ao candidato Jair Bolsonaro (Bozo, Bolsossauro, Bolso, e outros).

Nos últimos dias, no entanto, a esquerda cometeu suicídio eleitoral com uma facada no próprio intestino.

Não, não estou falando da facada que o terrorista ex-filiado do PSOL deu em Jair Bolsonaro.

A essa altura, você deve estar se perguntando: do que diabos ele está falando?

Para tentar desviar o foco da repercussão da facada literal, um grupo de mulheres de esquerda (de forma evidentemente coordenada) criou uma página “Mulheres Contra Bolsonaro", e como bordão, usou a hashtag #EleNão.

Ao fazer isso, criaram uma âncora mental em uma das palavras mais usadas da língua portuguesa, que fixa de forma indelével o nome de Jair Bolsonaro na cabeça das pessoas.

Por causa dessa decisão infantil, SEMPRE que alguém usar as palavras: "ele", "dele", "nele", e outras variações, nosso cérebro formará a imagem mental de Jair Bolsonaro.

Isso causa nos indecisos um efeito de recall quase impossível de reverter. E não pense que o "não" associado à frase tenha qualquer efeito.

Nosso cérebro é programado para gostar do que é proibido. Ainda mais depois do fracasso retumbante que foi a campanha de difamação contra o candidato, e que banalizou palavras como "fascismo", "intolerância", "homofobia", etc.

Quando aquele indeciso que não sabe em quem votar, mas está de saco cheio dos políticos estiver indo da sua casa até a seção eleitoral, e ouvir qualquer variação da palavra "ele". O candidato que virá na sua mente será "ele": Jair Bolsonaro.

Parabéns, amigos esquerdistas, por puro medo e ignorância, vocês acabaram por eleger Jair Bolsonaro presidente do Brasil.

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