A dissimulação midiática para evitar a vitória de Bolsonaro no primeiro turno

Um dia após o IBOPE divulgar um crescimento de 11% do candidato petista, Fernando Haddad, nas pesquisas de intenção de votos, a grande mídia aparenta ter se engajado em uma campanha coordenada para beneficiar o candidato socialista.

Logo pela manhã, sem qualquer material comprobatório, Mônica Bergamo publicou em sua coluna na Folha de São Paulo que o economista da chapa de Jair Bolsonaro, Paulo Guedes, teria dito para uma platéia restrita que o pacote tributário da chapa criaria um imposto nos moldes da antiga CPMF, além de criar uma única faixa de imposto de renda de 20% que seria aplicada também à distribuição de lucros e dividendos.

A alegação, em momento extremamente próximo às eleições, é crítica, dado que tal proposta pode fazer os eleitores mais liberais debandarem da base de Bolsonaro para um candidato com maior pecha de liberal, como João Amoêdo, e enfraquecer as chances do candidato do PSL de ir para o primeiro turno.

Já à tarde, a folha publicou nova matéria em que constam as declarações de Luiz Antonio Nabhan Garcia, empresário e principal conselheiro de Bolsonaro na área dos agronegócios. Segundo ele,

"Deve haver algum desacerto, alguma desinformação, pois tivemos uma reunião com Guedes na tarde de ontem e nada disso foi falado"
No Facebook, o professor associado da UERJ e vice-presidente do Instituto Mises Brasil, Ubiratan Jorge Iorio publicou o seguinte:
“Convivi diariamente com Paulo Guedes durante 20 anos e garanto que em hipótese alguma ele proporia um absurdo desse.”
Além de Bérgamo não dar qualquer embasamento às alegações, há boas evidências de que a afirmação é, no mínimo em parte, inverídica. Embora a campanha de Bolsonaro ainda não tenha se pronunciado sobre a questão.

Ao passo dessa confusão toda, outros veículos aproveitaram para noticiar um posicionamento inverso do candidato petista, em que alega que irá isentar do imposto de renda quem ganha até 5 salários. O candidato ainda aproveitou para criticar o posicionamento de Guedes.

É latente a orquestração. No mesmo dia, almejam pintar o candidato petista como aquele que irá reduzir impostos sobre os mais pobres ao passo que o opositor, Bolsonaro, irá aumentá-los. A proposta de taxar lucros em 20% é completamente oposta a anos de discurso do economista de Bolsonaro e o mais provável é que não passe de mais uma notícia falsa disseminada maliciosamente na intenção de prejudicar o candidato do PSL.

da Redação

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