Voto de ministro do STF fala em 'assalto à Petrobrás' e projeto de perpetuação do PT no poder

O ministro Gilmar Mendes escancarou e literalmente roubou a cena, nesta quarta-feira (16), no plenário do Supremo Tribunal Federal. O seu voto em um recurso que tramita para impedir o financiamento de empresas a candidatos e partidos políticos nas eleições, foi traduzido num discurso de cinco horas de duração.

Mendes disse, em todas as letras, que um dos objetivos do assalto promovido contra a Petrobrás, era sustentar o projeto de perpetuação do PT no poder.

O  discurso de Mendes foi uma notória exposição articulada contra a corrupção.

Ele foi favorável à doação de empresas a partidos e candidatos e defendeu com veemência esse direito.

O ministro, que foi severamente criticado ao longo de vários meses por ter interrompido este julgamento em abril do ano passado, disse que "ainda bem que pediu vistas, e pôde ver nos últimos meses, cada detalhe do escândalo de corrupção que assola a Petrobrás".

Ele desconstruiu um ponto comum a defensores do financiamento público exclusivo de campanha, que é o de que o financiamento pelas empresas estimulariam a corrupção. De acordo com o ministro, não se pode atribuir o escândalo do Petrolão, por exemplo, ao fato de empresas doarem a partidos, já que a decisão de burlar a lei e cometer o crime, é individual do corrupto.

Mendes ainda destacou, que no caso da eventual proibição do financiamento privado, a Justiça vai acabar aniquilando os partidos de oposição, já que critérios para a partilha dos recursos públicos, tendem a privilegiar pontos como tamanho de bancada, o que necessariamente é favorável a governistas.

Gilmar Mendes destinou boa parte de seu voto para atacar o PT e o Petrolão. Ele disse que o esquema de corrupção descoberto na Lava Jato, mostrou que o PT tinha um modo de governança específico na Petrobrás, retirando o seu 'financiamento público' em propina do caixa da estatal. 

O ministro voltou a comparar o escândalo do Petrolão ao esquema do Mensalão, e disse que assim como aconteceu com o Brasil, que perdeu o grau de investimento recentemente, o Mensalão perto da Lava Jato foi rebaixado no 'raking' dos escândalos. 

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da Redação

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