Delegado que fez buscas na casa do filho de Lula, por denúncia de tráfico, está livre de investigação

No dia 10 de outubro de 2017, o delegado Rodrigo Galazzo cumpriu mandado de busca e apreensão na casa de Marcos Cláudio Lula da Silva, filho adotivo do ex-presidente Lula.

Inúmeras denúncias levantaram a suspeita de tráfico de drogas no local.

De acordo com os relatos anônimos a movimentação constante e incessante de pessoas e veículos na casa de Marcos Cláudio, denotava a prática de alguma conduta ilegal.

Uma medida cautelar expedida pela Justiça de Paulínia (SP) foi cumprida pela autoridade policial. Nada foi encontrado.

Diante disso, o abobalhado Cristiano Zanin se insurgiu contra o delegado, que tão somente cumpriu o mandado judicial. O advogado na época considerou a medida “abusiva” e assim foi instaurada investigação para apurar a conduta de Rodrigo Galazzo.

O Sindicato dos Delegados de Polícia de São Paulo impetrou mandado de segurança contra a investigação, que acaba de ser acatado pelo juiz Fernando Steinberg, da 1ª Vara da Comarca de Paulínia, que anulou a apuração preliminar realizada pelo Corregedoria da Polícia Civil e determinou o fim da malfadada investigação.

De qualquer forma, vizinhos ouvidos pela reportagem, sob a condição de anonimato, moradores das ruas Vitalino Ferro e Mário Santucci, em Paulínia, garantem que a movimentação na residência do filho de Lula, na época recém chegado ao local, era extremamente estranha, com a circulação intensa de pessoas e de carros com placas de outras cidades.

Marcos Cláudio, segundo consta, passava por um momento de dificuldades, ante a situação de Lula perante a Justiça e o seu próprio insucesso eleitoral em 2016, quando não conseguiu ser reeleito vereador em São Bernardo do Campo, mesmo contando com todo o apoio de dona Marisa Letícia e do próprio Lula.

da Redação

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