Para não perder benesses, dirigentes sindicais fecham contra Bolsonaro

Dirigentes de 5 centrais sindicais resolveram divulgar uma Nota de Repúdio contra o candidato Jair Bolsonaro.

Assinam a missiva 12 dirigentes, que alegam que falam em nome da “classe trabalhadora”.

São eles: Miguel Torres, Presidente interino da Força Sindical; João Carlos Gonçalves, Juruna, Secretário Geral da Força Sindical; Adilson Araújo, Presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB); Wagner Gomes, Secretário Geral da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB); José Avelino Pereira, Chinelo, Presidente interino da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB); Álvaro Egea, Secretário Geral da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB); José Calixto Ramos, Presidente da Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST); Moacyr Auersvald, Secretário Geral da Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST); Edson Índio, Secretário Geral da Intersindical; Nilza Pereira, da Direção Nacional da Intersindical; Atnagoras Lopes, da Secretaria Executiva Nacional da CSP-CONLUTAS e Joaninha de Oliveira, secretaria Executiva Nacional da CSP-CONLUTAS.

Infelizmente, o sindicalismo brasileiro é uma grande piada e se especializou em abrigar ‘politiqueiros’, sem qualquer representatividade.

A tal “Nota de Repúdio” é um verdadeiro ‘tiro no pé’.

O verdadeiro trabalhador tem ojeriza a esses ‘dirigentes sindicais’, meros pelegos.

Veja abaixo a íntegra da nota:

Sindicalistas contra o projeto fascista de Bolsonaro
Nós, sindicalistas brasileiros, das mais variadas tendências, que apoiamos candidatos de diversos partidos na próxima eleição presidencial, repudiamos o candidato Jair Bolsonaro.
Repudiamos por sua já conhecida postura contra a organização sindical, portanto, anti-trabalhadores, por sua postura antidemocrática, intolerante com minorias, que faz apologia da violência, e pela sua conivência com práticas repugnantes, como a defesa de torturadores.
O horizonte que ele nos apresenta é de um país marcado pela exploração do trabalhador, pela violência, pelo racismo, pela discriminação, pela repressão, pela dilapidação do patrimônio nacional, pelo desrespeito aos direitos humanos e pelo desrespeito aos direitos democráticos, garantidos na constituição, e ameaça de retorno a ditadura militar.
E nossa luta, como sindicalistas, é justamente o oposto disso: queremos um país com geração de empregos, trabalhadores valorizados e com poder aquisitivo, com licença-maternidade, férias, décimo-terceiro salário, com a PEC das domésticas, com aposentadoria e respeito aos aposentados, valorização dos servidores públicos, um país marcado pela convivência pacífica e produtiva entre pessoas das mais diversas raças, origens, gêneros e culturas, queremos um Estado laico e, sobretudo, respeito aos direitos sociais e democráticos garantidos pela Constituição e à soberania nacional.
Por eleições democráticas e por dias melhores para o Brasil, conclamamos a que todos digam não a Bolsonaro!
São Paulo, 22 de setembro de 2018
É o que se pode chamar de "tiro no pé".


da Redação

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