Por que mais mulheres e negros votam em Bolsonaro depois do #EleNão?

Antes de começar, gostaria de fazer algumas observações rápidas para tentar minimizar as tentativas espúrias de imputação à minha imagem dos termos machista e racista bem como má interpretações que possam surgir acusando-me de tentar imputá-los aos meus adversários de debate: Não sou daqueles que acreditam ou afirmam que racismo não existe e não acredito nas fantasias de que não existam racistas nos movimentos de direita, muito menos que eles não existam nos de esquerda. Dito isso, vamos lá.

Há tempos, não somente no Brasil, mas no mundo todo, a direita política – liberais, conservadores – tem sido acusada como responsável por todos os males e deslizes que humanos falhos cometeram através dos séculos. Na contramão, atrelando esses males à direita, a esquerda política tenta incansavelmente santificar-se. Qualquer pessoa que defenda a redução do estado e dos gastos governamentais – o que implica necessariamente em uma menor abrangência de programas sociais – ou a economia de livre mercado tendo a livre iniciativa como grande propulsora do progresso, ou que argumente contra cotas raciais ou contra a Lei Maria da Penha é automaticamente taxada de racista ou machista: um ser desprovido de compaixão para com os “crucificados pelo sistema”. A esquerda então é vendida como um amontoado de santos redentores desprovidos de quaisquer preconceitos: os salvadores das mulheres e dos negros oprimidos pelos machos brancos “cis-heteros” patriarcais. É claro que o discurso destes esconde um amontoado de medidas estatistas/socialistas disfarçadas de “justiça social”.

A verdade é que esse popular conto de fadas, tido quase sempre como verdade absoluta, não passa exatamente disso: um conto de fadas. Como pretendo demonstrar ao decorrer deste artigo, os movimentos que se auto-proclamam defensores das mulheres e dos negros muito pouco se preocupam com os mesmos e muito mais se preocupam com a ideologia dos mesmos.

É comum entre os “defensores dos oprimidos”, principalmente feministas e membros dos movimentos “defensores dos negros” o argumento de que “precisamos de mais mulheres/negros em cargos políticos ou em altos escalões de grandes empresas”. Em resumo, cargos de “destaque social” – aqueles que costumam ser associados às pessoas “bem sucedidas”. E é aqui que começam as inconsistências entre a teoria e a prática dos “movimentos sociais”.

Se este fosse o real objetivo desses grupos – o de que mulheres e negros precisam chegar a posições de destaque na sociedade -, são no mínimo estranhas as reações dos seus membros frente a alguns fatos. Não tratarei aqui do completo desprezo fornecido pelas feministas à nomes famosos como Margaret Thatcher e Aynn Rand, por exemplo, mas sempre é interessante citá-los. O caso delas é controverso, pois ambas escancaravam o fato de que não se “enquadravam” na ideologia feminista e seria pedir demais que estas demonstrassem algum respeito por aquelas. Thatcher certa vez explicitou:

“As feministas me odeiam, não odeiam? Eu não às culpo. Afinal, eu odeio o feminismo. Isso é um veneno.”

No caso de Aynn Rand é melhor deixa-la falar por si:

Há casos mais interessantes e atuais para tratarmos. Um nome menos conhecido do grande público é o de Ayaan Hirsi Ali. Ali é talvez o exemplo perfeito de como os movimentos de esquerda pouco se preocupam em defender mulheres e negros e interessam-se unicamente na defesa de suas ideologias. Ali é uma mulher negra que passou a infância e parte da adolescência em fuga, primeiro da Somália para a Arábia Saudita, depois para o Quênia até finalmente conseguir asilo político na Holanda, onde escreveu o roteiro de Submission, filme de Theo van Gogh que foi assassinado após seu lançamento. O filme relata a opressão, em especial às mulheres, sob o Islã. Ela é uma das fundadoras da organização de direitos das mulheres AHA Foundation. Ali também escreveu um livro de memórias chamado Infidel, onde descreve em detalhes até mesmo a mutilação genital à qual foi submetida aos 6 anos de idade. Essa se transformou em uma de suas grandes bandeiras na defesa das liberdades.

Agora, por que nunca ouvimos uma feminista citando seu nome? Por que as barbáries denunciadas por Ali continuam sendo ignoradas pelos grupos de esquerda de “defesa dos direitos humanos”? As coisas se tornam um pouco mais claras quando descobrimos que seu pai, Hirsi Magan Isse, era opositor do governo socialista de Siyad Barre e por isso, tiveram de fugir da Somália em 1976. Mas para esclarecer de vez, Ayaan chegou ao parlamento holandês pelo Partido Popular para a Liberdade e Democracia (VVD), um partido liberal. Fica a pergunta: Que interesse há por parte das feministas de esquerda em defender uma mulher negra brutalmente mutilada, perseguida e ameaçada de morte por radicais muçulmanos - Theo van Gogh teve uma faca cravada em seu peito com um bilhete afirmando que Ayaan seria a próxima -, se ela não está nem aí para mostrar os peitos na praça de São Pedro?

Para as feministas de esquerda, oprimidas de verdade são as mulheres brasileiras que podem ir à praia de biquini, fazer topless, ter o emprego que bem entenderem, escolher seus pares sexuais e fazer o que melhor lhe aprouver de suas vidas. Ali, por outro lado, não passa de uma traidora elitista “privilegiada”. Outra curiosidade sobre ALi, é que ela é casada com o historiador conservador Niall Ferguson que, é claro, devido às suas posições políticas, é frequentemente acusado de ser racista(???). Se quiser conhecer um pouco mais a obra de Ali, recomendo o vídeo abaixo:

Na América Latina, o fenômeno da “defesa seletiva das mulheres” é ainda mais evidente. Glória Alvarez, cientista política e membro do Movimento Cívico Nacional da Guatemala jamais teve uma vírgula destilada em seu apoio por parte das feministas da esquerda latino-americana. Aparentemente, defender as mulheres mortas, presas e espancadas nos protestos na Venezuela, por exemplo, é algo que não merece atenção por parte das “libertadoras da América”. É claro, em sua visão deturpada, o que por lá acontece é um movimento de verdadeira libertação e aqueles que se opõe ao mesmo MERECEM passar o que têm passado. Essa turma ainda vive no mundo dos unicórnios onde uma inflação paralela de 350% não impede inúmeras “conquistas sociais”.

Gloria tem escancarado como o populismo tem derretido a América Latina por dentro, demonstrando como os grupos de esquerda corruptos tem dominado o cenário político através de ideologias pútridas, sempre tentando reescrever constituições e acabando com instituições estabelecidas. Denuncia também a “obsessão democrática” a que o continente foi submetido em detrimento das Repúblicas, abandonando os alertas dos gregos antigos sobre os graves problemas da democracia. É claro que, para os socialistas, uma mulher dessa estirpe não passa de mais uma patricinha mimada que não se sensibiliza com o sofrimento do proletariado.

Antes de partir para o Caribe, é interessante reforçar uma afirmação: atualmente, para você ser tido por uma pessoa esclarecida que respeita as mulheres e os negros, tornou-se pré-requisito você ser socialista. Se você é um defensor do capitalismo, você é uma pessoa retrógrada, um fanático religioso defensor de uma teocracia judaico-cristã e uma pessoa sem coração incapaz de compreender o sofrimento das “minorias”. Mas serão os socialistas de fato esses anjos terrestres dotados das virtudes opostas a estes vícios?

Podemos ter uma ideia melhor voltando um pouquinho no tempo. No início de 2013, a blogueira cubana Yoani Sanchéz visitou o Brasil para o lançamento do seu livro “De Cuba com Carinho”. Não tenho qualquer interesse em discutir a figura, a vida ou a obra de Yoani – nem mesmo sua real posição político-ideológica -, mas tenho total interesse em analisar a reação da esquerda brasileira – esses santos auto-proclamados desprovidos de qualquer preconceito – em sua recepção.

Alguns vídeos foram gravados quando da realização da palestra de Yoani na Livraria Cultura, em São Paulo. Neles é possível ver as bandeiras da União da Juventude Socialista – UJS em meio aos manifestantes que gritavam palavras de ordem e tentavam silenciar a visitante cubana. Às palavras de ordem “te cuida imperialista, América Latina vai ser toda socialista”, a esquerda brasileira deixou claro quais mulheres realmente defendem.

O argumento de que desejam mulheres em posições de destaque simplesmente se esmigalhou. Yoani, que alcançou destaque internacional, foi quase linchada pelos socialistas brasileiros. Eles mesmos deixaram claro que não desejam mulheres em cargos de destaque: desejam apenas mulheres socialistas em cargos de destaque.

O vlogueiro Dâniel Fraga esteve presente na palestra e fez um pequeno documentário em que ficaram registradas a completa falta de respeito dos socialistas bem como sua tentativa incessante de calar a visitante:

Adicionando mais um loop infinito ao polilogismo marxista, um pouco mais ao norte no globo terrestre, já nos Estado Unidos, recentemente dois negros – um homem e uma mulher -, deixaram os Democratas (a esquerda americana) sem ter muito o que argumentar. Assim como no Brasil, os Democratas usam em suas “argumentações” os ataques infundados, acusando os Republicanos (a direita americana) de machistas e racistas, bobos e feios. Isso “empobreceu” bastante sua capacidade de argumentação quando Tim Scott e Mia Love chegaram ao congresso Americano. O problema? Ambos foram eleitos pelo partido Republicano – aquele dos “racistas patriarcais”.

Quando Barak Obama chegou à presidência pelo partido Democrata, a comoção da esquerda foi geral, como se aquele fosse o dia em que a escravidão finalmente se extinguiu. No caso de Obama, posso dizer sem medo que eu não tinha nada a comemorar. Pouco me importa se Obama é negro, branco, azul, amarelo ou cor de rosa: o fato importante para mim é que Obama é um socialista e eu simplesmente não posso ficar feliz com a sua chegada ao poder, pois as políticas que defende são para mim erradas, burras e imorais. Mas não sou eu quem vive do discurso de que “defendo os negros” e, aparentemente, a cor do indivíduo pouco importa também para quem diz o fazer.

Explico: Diferentemente da reação quando da eleição de Obama, os socialistas reagiram completamente diferente em relação à Tim Scott e Mia Love, mostrando que realmente pouco importa à eles que negros cheguem à cargos importantes, à posições sociais destacadas. O que importa são as ideologias que defendem. No Brasil, nenhuma nota a respeito da eleição dos Republicanos foi publicada por algum grande jornal. Carta Capital, a revista de esquerda, antro dos “bons mocinhos protetores dos negros oprimidos“, não destilou uma vírgula sobre a vitória dos negros que alcançavam posições de destaque no país mais influente do mundo. No Twitter, o usuário Viva socialismo! @kay_sesen declarou que “o primeiro senador eleito pelos estados sulistas desde a Reconstrução não era nada a ser comemorado” e que “um negro no Partido Republicano é como um peru votando pelo Natal. Um idiota que apesar da educação não aprendeu nada”.

Ainda nos Estados Unidos, a lista de mulheres e negros que não recebem qualquer apoio dos “anjos da guarda das mulheres e dos negros” é grande. Um caso interessante por sua obra é o de Jason L. Riley, que escreveu o livro Please stop helping us: how liberals are making it harder for black to succeed (Tradução livre: Por favor, parem de nos ajudar: Como os esquerdistas estão dificultando para que os negros prosperem). Riley é obviamente odiado pelos Democratas. Destacado membro do Mises Institute e frequentemente comentando nos maiores jornais televisivos dos Estados Unidos, Jason ministra palestras sobre política, economia e sociologia e seu livro figura entre os melhores livros de 2014 na amazon.com. É claro que esse tipo de posição de destaque não tem qualquer importância para os seus “defensores”. Que negro merece ser defendido quando faz apologia ao livre mercado, ao fim do salário mínimo e ao fim das cotas raciais, não é mesmo?

Além de Riley, Thomas Sowell e Walter Willians também compõem a lista dos intelectuais “traidores” dos movimentos negros. Da grandiosa obra de Sowell não podemos deixar de citar os clássicos – pelo menos nos Estados Unidos – Race and Economics, Markets and Minorities, The Economics and Politics of Race, Affirmative Action Around the World: An Empirical Study e Intellectuals and Race. Não é preciso muito para perceber porque a esquerda defende os negros, mas não tanto assim quando o nome de Sowell é posto na mesa.

Ainda no pacote, Willians desmantelou diversas falácias esquerdistas em seus livros The State Against Blacks, South Africa’s War Against Capitalism, Liberty versus the Tyranny of Socialism: Controversial Essays e Race and Economics: How Much Can Be Blamed on Discrimination?

No Brasil, casos recentes escancararam as reais intenções dos “defensores dos negros e das mulheres”. A turma do PT dos direitos humanos – que vive da imagem mentirosa de ter grandes preocupações para com os negros – deixou claro durante a campanha presidencial que “negro consciente vota Dilma presidenta”. Os demais não são negros conscientes para esse pessoal.

Mas as petralhadas não pararam por aí. Quando a turma do mensalão foi condenada pelo então ministro do STF, Joaquim Barbosa, o Blog da Dilma, que promove a presidente desde 2008, publicou a imagem do ministro associada à um macaco. A imagem que servia para ilustrar um artigo do ex-deputado pelo PT, Luiz Eduardo Greenhalgh, foi substituída passados 5 dias da publicação ao mesmo tempo em que o site, provido de toda a cara-de-pau, publicava um artigo intitulado “Racismo não”.

Mas em terras tupiniquins a hipocrisia da esquerda “humanista” não se destina apenas aos assuntos de “raça”. Muitos devem lembrar do assassinato de reputação à que foi submetida a apresentadora do SBT, Rachel Sheherazade, quando esta declarou ser “compreensível” a atitude de justiceiros ao acorrentar um menor infrator a um poste. Além de demonstrar um grave problema cognitivo – não conseguem diferenciar “compreensível” de “justificável” – os socialistas de plantão não se envergonharam nem tentaram disfarçar seu caráter ditatorial ao tentar silenciar a apresentadora utilizando-se de todos os recursos possíveis, mesmo desprovidos de qualquer razão. O leviatã que idolatram foi atirado às costas de Rachel e processos no Ministério Público e um amontoado de ações sem qualquer razão de ser foram movidas contra a apresentadora.

Não bastasse toda essa nojeira, a situação ficou ainda mais feia para turma do Zé Igualdade quando um de seus camaradas, Paulo Ghiraldelli, afirmou publicamente que Sheherazade deveria ser estuprada. As feministas da campanha “não mereço ser estuprada” simplesmente evaporaram do mapa na mesma hora. A gritaria toda destinada à Sheherazade, os 2 minutos de ódio – lembrando do clássico de George Orwell, 1984 – foram substituídos na mesma hora – através do duplipensar – por um silêncio estranho e distante. Isso nos diz mais um pouco sobre quem são as mulheres que a esquerda brasileira acha que “não merecem ser estupradas”.

As entendiadas do Femen, por exemplo, que alegam lutar pela liberdade das mulheres, contra o racismo e a homofobia o fazem apenas quando os “inimigos” são pacíficos. Mostrar os seios em meio à missas papais parece ser, para elas, um ato de enorme coragem, embora o máximo que lhes aconteça seja passar uns dias na prisão por atendado ao pudor ou coisa do tipo. Quando o Estado Islâmico captura 25 mil garotas cristãs e yazidies para serem vendidas como escravas sexuais, a “coragem” barulhenta é substituída pela mais servil covardia casada com discursos relativistas que tratam da “bonita mensagem do Islã” e da religião que “ensina a paz”.

Para fechar o desmascaramento, cito o caso do jovem Fernando Holiday. Ele é um negro que prefere não vitimizar-se e não depender de esmolas estatais. Cansado de “ser defendido”, Holiday gravou alguns vídeos expressando algumas de suas ideias e os publicou no Youtube. A reação da esquerda foi feroz.

Mas afinal, seria toda essa hipocrisia algo inconsciente? É claro que não. Simone de Beauvoir, figura icônica do feminismo radical explicou em 1976:

“Mulheres de direita não querem revolução. Elas são mães, esposas, devotadas aos seus homens. Ou, quando são agitadoras, o que elas querem é um pedaço maior do bolo. Elas querem salários melhores, eleger mulheres para os parlamentos, ver uma mulher se tornar presidente. Fundamentalmente, acreditam na desigualdade, só que elas querem estar no topo e não por baixo. Mas elas se acomodam bem ao sistema como ele é ou com as pequenas mudanças para acomodar suas reivindicações. O capitalismo certamente pode se dar ao luxo de permitir às mulheres a servir o exército ou entrar para a força policial. O capitalismo é certamente inteligente o suficiente para deixar mais mulheres participarem do governo. O pseudo-socialismo pode certamente permitir que uma mulher se torne secretária-geral de seu partido. Isso são apenas reformas sociais, como o seguro social ou as férias pagas. A institucionalização das férias pagas mudou a desigualdade do capitalismo? O direito das mulheres trabalharem em fábricas com salários iguais aos dos homens mudou os valores masculinos da sociedade Tcheca? Mas mudar todo o sistema de valor de qualquer sociedade, destruir o conceito de maternidade: isso é revolucionário. Uma feminista, quer ela se autodenomine esquerdista ou não, é uma esquerdista por definição.Ela está lutando por uma igualdade plena, pelo direito de ser tão importante, tão relevante, quanto qualquer homem. Por isso, incorporada em sua revolta pela igualdade de gêneros está a reivindicação pela igualdade de classes. Numa sociedade em que o homem pode ser a mãe, em que, vamos dizer, para colocar o argumento em termos de valores para que fique claro, a assim chamada “intuição feminina” é tão importante quanto o “conhecimento masculino” — para usar a linguagem corrente, apesar de absurda — em que ser gentil ou delicado é melhor do que ser durão; em outras palavras, em uma sociedade na qual a experiência de cada pessoa é equivalente a qualquer outra, você já estabeleceu automaticamente a igualdade, o que significa igualdade econômica e política e muito mais. Dessa forma, a luta de sexos inclui a luta de classes, mas a luta de classes não inclui a luta de sexos. As feministas são, portanto, esquerdistas genuínas. De fato, elas estão à esquerda do que nós chamamos tradicionalmente de esquerda política.” ¹

BINGO! Aí está!

Como insisti durante todo este artigo: o feminismo radical jamais teve qualquer interesse em mulheres: seu interesse principal é a revolução. E é por isso que mulheres contrárias às ideologias socialistas jamais recebem qualquer espécie de atenção ou apoio por parte dessa turma.

Você merece um lugar destacado na sociedade, desde que defenda a escória das ideologias humanas, desde que defenda regimes estatólatras e assassinos. Você merece uma posição de destaque se estiver “à esquerda do que nós chamamos tradicionalmente de esquerda política”. Você merece um lugar de destaque se quiser “mudar todo o sistema de valor de qualquer sociedade” e “destruir o conceito de maternidade”.

Esses movimentos não querem que mais negros e mulheres cheguem a cargos importantes. Alguém duvida que as “soluções” propostas pelos mesmos passem por mais coerção estatal? Tudo que desejam é mais um punhado de cotas que sejam preenchidas com mais facilidades por aqueles que defendem suas ideologias, preparar o caminho para cotas políticas e empresariais, acabando assim com a liberdade das empresas de contratar e dos eleitores de serem representados por quem bem entenderem.

Dito tudo isso, fica claro o fato de que a esquerda nada tem de defensora dos negros ou das mulheres, como tão apaixonadamente alega. Fica claro como o “fim da opressão pelos brancos” não passa de slogan barato e apaixonado para vender políticas totalitárias ao público ingênuo, sedento por um mea culpa envergonhado que acaricie seus egos mimados.

Aqueles que tanto gritam por “melhores posições sociais para os negros” não deveriam estar comemorando a chegada de Tim Scott e Mia Love ao congresso Americano? Se esse fosse o real objetivo dos movimentos de esquerda que usam desses slogans, sim. Mas este não é nem de perto o caso. Que evidência maior para se comprovar que a “igualdade racial e de gênero” nunca foi o real objeto das aspirações desse pessoal, mas sim um mero instrumento de segregação para vender uma utopia como solução para os conflitos que eles mesmos tentam desesperadamente criar? Para a esquerda, um negro bem posicionado na sociedade só serve para defender politicas estatistas. Caso contrário, nada há para ser celebrado. Porquê comemorarmos o sucesso de um negro se ele não passa de um defensor do capitalismo, dos valores ocidentais e da liberdade, não é mesmo? O negro só serve para a esquerda enquanto for útil para ela. Não tem valor como um individuo, como um fim em si: apenas como um instrumento para a consecução dos seus objetivos nefastos.

Para quem tiver interesse, deixo um pequeno documentário apresentado pelo já citado Walter Willians sobre o abismo existente entre as intenções alegadas e os resultados obtidos pelos adeptos de ações afirmativas nos Estados Unidos.

Matheus Dal'Pizzol

Palpites sobre o oblívio das virtudes

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