O apocalipse da Rede Globo

Que triste fim terá a Rede Globo. Logo ela, que já foi referência de qualidade para muitos países do mundo, aos poucos foi se transformando num ambiente degradado por pessoas desajustadas e sem qualquer moral.

Lembro das suas grandes produções como novelas e minisséries, que mobilizavam milhões de pessoas na frente das televisões. Ditavam até moda! Os últimos capítulos costumavam parar o Brasil, que queria ver os desfechos das suas magníficas tramas. Mas Janete Clair e Dias Gomes ficaram na história e nenhum dos atuais autores tem competência para substituí-los. Só produzem fracassos, que muitas vezes precisam ser encurtados por falta de público.

Se perguntar hoje nas ruas que novelas estão passando no ‘plimplim’, ninguém sabe. Mas há uma razão: São apelativas e só trazem mensagens negativas às famílias, jovens e crianças. A única coisa que a Globo tem conseguido fazer, e com extrema habilidade, é a junção de autores desajustados sociais com atores da mesma estirpe. Se empenharam tanto em subestimar a inteligência alheia, que não perceberam que as pessoas aprenderam a usar seus filtros morais e éticos, e passaram a desprezar aquilo que não presta.

Não há mais aquele negócio de invadir a casa dos outros impondo o que interessa e suas ideias. O público aprendeu o seguinte: "Meu lar, minhas regras". Enfim o telespectador entendeu que o aparelho de televisão é como a porta da casa, por onde ele deixa entrar somente quem e o que lhe interessa. E de tempos pra cá a Globo não entra nem por convite e nem por concessão numa considerável e cada vez crescente parte dos lares brasileiros.

Era tudo muito diferente na época do Doutor Roberto Marinho. Hoje, nas mãos dos filhos incompetentes e deslumbrados, a emissora consegue perder audiência até para as antes ridicularizadas novelas mexicanas apresentadas pelo SBT. Nessas pelo menos é possível ver pureza e respeito ao telespectador.
As atuais "novelas" da Globo são de tal toxicidade, que não se aproveita uma única cena, frase ou palavra dos textos escritos por autores que pregam a decadência moral, a vulgarização do sexo, a destruição da família e a depravação explícita levada ao ar em horários inconvenientes. Até bandidos são glamorizados nas suas novelas! Acredito que apenas seja um espelho da conduta moral duvidosa dessa gente que acredita ser o telespectador tão deficiente moral quanto eles.

E os telejornais, hein? Quem ainda acredita neles? Talvez alguém que sofra de Alzheimer e que vai esquecer tudo o que viu alguns minutos depois. Só isso. Antes os palhaços eram o Renato Aragão, o Mussum, o Zacarias e o Dedé, e que faziam as pessoas rirem sentadas, com a bunda pregada no sofá da sala. Agora quem faz os papeis de palhaços são os apresentadores dos telejornais, que se dedicam diuturnamente a espalhar boatos, distorcer os fatos, fantasiar a realidade e mentir.

Fazem isso tão bem e com tal competência, que sequer conseguem ficar ruborizados! Refletem direitinho a falta de honestidade da empresa. A ausência de caráter do seu jornalismo e dos seus jornalistas é algo assombroso, e isso é refletido na absoluta crise de credibilidade que a Globo está passando. "Deu na Globo? Então é mentira."

Sabe aquela afiliada? Pois é... Ri muito ao ver a jornalista Míriam Leitão em estado semi-catatônico recebendo uma mensagem espiritual do Doutor Roberto Marinho. Foi constrangedor para a emissora que se acostumou a ditar "verdades" e não suporta quando ouve as verdades, e quando isso acontece, sempre responde com desculpas esfarrapadas através de editoriais cínicos, na tentativa de defender a reputação que já não tem.

As minisséries, outrora primorosamente produzidas, foram substituídas por programas formatados como o BBB, que não passa de um desfile de gente vazia, sem conteúdo, hipócrita, sem decência e sem qualquer pudor. É a projeção da futilidade e da falsidade e de comportamentos capazes apenas de causar nojo e asco nas pessoas.

Ah... Mas tem o Criança Esperança! Qual? Aquele que pede dinheiro mas ninguém sabe pra onde o dinheiro vai? Aquele que a emissora não doa um único segundo da programação, e onde todos os artistas são remunerados? Bacana! Quem paga tudo isso são os inocentes que acreditam que o que estão doando vai para entidades necessitadas.

A decadência da Globo é visível e o seu apocalipse está próximo.
O Projac já não pode mais ser chamado de centro de produções, e sim de antro de "produções", lotado do que há de pior na espécie humana, com exceção dos técnicos, coitados, que são obrigados a trabalhar nesse ambiente intelectualmente insalubre. Já não sabemos mais se os seus altos muros servem para que os que estão fora não entrem ou se é para que os que estão dentro não fujam.

A Rede Globo nunca se preocupou em medir os níveis de rejeição à sua programação, em vez de medir os níveis de audiência. Eu não falo da audiência daquele povo pobrezinho que não tem TV a cabo e só recebe o sinal da Globo, que por ser mais forte entra até em lata de sardinha. Eu falo da rejeição entre as pessoas que têm um maior nível social, intelectual e melhores condições financeiras. Não? Deveria fazer! Iria se surpreender! E olha, são essas as pessoas que mais possuem a capacidade de consumir os produtos que a emissora anuncia. Fico na dúvida se até os seus funcionários têm estômago pra assistir a sua programação.

Eu quero estar na primeira fila para assistir a Globo desligar a sua última câmera, e garanto, vai acontecer. A propósito, só pedimos que antes de o chão do fracasso se abrir e engolir por completo a Sodoma e Gomorra em que ela se transformou, que pelo menos ela pague o que deve à Previdência, porque ninguém quer e nem merece herdar os seus calotes.

Como última cena, que grave sua própria ruína e passe em horário nobre. Essa pelo menos o povo brasileiro vai querer assistir, e vai dar pontuação no Ibope que a Globo já não tem há muito tempo!

E eu vou até gravar, porque essa será a única que realmente vai Valer a Pena Ver de Novo.

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Mais de Marcelo Rates Quaranta

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