Ciro, o oportunismo patriota e a fuga do poste

Ciro é o malabarista mais desequilibrado da história.

Patriotismo.

Ciro Gomes é a síntese do patriota oportunista de esquerda.

Fez uma expressiva votação no 1º turno.

Enganou muita gente de boa fé. Tem talento.

Como pôde?

Vamos aos fatos: começou na ARENA, em Sobral, no interior do Ceará, lançado e patrocinado pelo milionário Tasso Jereissati.

Apoiou o regime militar. Depois disso passou por inúmeros partidos. Penso que foram uns oito. Acabou no PDT, de lenço vermelho maragato no pescoço.

Brizola, onde quer que esteja deve acusar o desconforto com repetidos: “- Mas que barbaridade, tchê!”.

Ciro é o malabarista mais desequilibrado da história.

Esteve em todos os governos desde Itamar Franco.

Passou pelos dois de FHC, os dois de Lula (o ladrão), os dois de Dilma. Conseguiu a proeza de ser sempre governo e oposição ao mesmo tempo.

No grito transformou o sertão cearense na sua capitania hereditária.

Dinástico, tem sucessores de sangue.

Misto de político, com economista e jurista “douto” em Direito Constitucional sem nunca ter escrito uma linha sobre o tema, é um profundo especialista em generalidades. Sabe quase nada de tudo.

Iludiu uma multidão de ex-eleitores desiludidos do “sapo barbudo” que foram de 12 com vergonha de votarem no 13. Mas o apóstolo da pregação da doutrina inexistente que de manhã defende princípios da livre iniciativa e à noite os fundamentos do socialismo - sempre de acordo com o ambiente, ou com a intensidade do trago de ansiolítico, deixou seus “seguidores” órfãos. E o país se viu privado do seu grande programa de governo que era livrar a turma de endividados do SEPROC. Uma perda!

Ciro carcou-se para a Europa. Tal qual Judas, traiu todo mundo, mais uma vez!

Mantendo sua coerência de ser sempre incoerente, após atacar Haddad no curso de todo o 1º turno, declarou apoio ao “inexperiente pau mandado” no segundo turno. Mas foi fazer campanha em Paris, junto do outro grande socialista FHC.

Dois socialites bons “vivants”.

E seus eleitores (bons samaritanos) ficaram sentados no meio fio, esperando carona, perdidinhos e desiludidos do Silva.

Não tem outra opção que não manter a vergonha.

E para preservar a coerência, eles que votaram num coronel no 1º turno, vão ter que votar num capitão no 2° turno. Já que no “boneco de cera”, não dá, né? Não deixa de ser um avanço.

Saem do 12, saltam o 13 e param no 17.

Tal qual o jogo do bicho, agora vai dar macaco na cabeça.

Stálin tinha razão quando disse, no pós guerra, sempre reservadamente, que nunca implantariam o comunismo no Brasil.

Perguntado por quê? Ele respondeu: “- Eles esculhambam!”.

Luiz Carlos Nemetz

Advogado.Vice-presidente e Chefe da Unidade de Representação em Santa Catarina na empresa Câmara Brasil-Rússia de Comércio, Indústria e Turismo e Sócio na empresa Nemetz & Kuhnen Advocacia

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