Dia dos Professores 2018 - semeadura alheia ao solo

Seja você solo fértil

Civiliza-se o homem à medida do exercício da censura ao instinto, tendo por base o exemplo dos pais, Mestres e a instrução.

A vida em sociedade é escola furtiva ao labor da autodepuração.

Desde sempre, de tenra idade, o indivíduo manifesta suas tendências mais primitivas - estritamente pessoais - bem como, paralelamente manifesta o brilho de suas virtudes – às vezes como prodígios fossem – conjunto que revela a personalidade que lhe delineia identidade.

Ambas estão intrinsecamente ligadas. Espelham-se. Sendo a personalidade origem da identidade, causa e efeito.

Na fase da formação do caráter a criança está sujeita a se impressionar de forma mais drástica pelos elementos externos que compõem a educação e o exemplo que recebe em casa, são esponjas aptas à absorção de muito do que lhe é exposto na escola, templo da instrução e formação intelectual.

Resulta desse conjunto de influências, somado às caraterísticas personalíssimas do ser, a semente do homem, o jovem que se lança ao mundo, não-apto, mas livre pra que se forme daí em diante, por sua conta e risco.

Na maturidade cabe ao homem a autocorreção.

Se a família é referência fixa, inalterável e permanente entre os fatores influenciadores de uma pessoa, os professores, por sua vez, alternam-se ao longo da caminhada, na medida das necessidades e interesses, e também de sua aptidão a receber instrução.

O Professor vocacionado, aquele já nasceu destinado à função de instruir, tem sua vocação revelada no testemunho dos pupilos, que gratos contam histórias luminosas com brilho nos olhos e com o peito aquecido de gratidão.

Professor nato converte o conteúdo da matéria que leciona numa espécie de “embalagem”, faz uma iluminura na qual envolve e oferece ao aluno, modelo postura, exemplos de retidão, citações inspiradoras, rigidez e afago, reconhecimento à hierarquia… inspiração.

Um Professor de verdade, compõem seu pupilo, na maioria das vezes, como o baldrame de uma edificação: base sólida e invisível que lhe garante sustentação.

No dia de hoje, concentro a homenagem a todos os Professores, na pessoa de Isali Dinaisa. Mulher iluminada, que respira competência e emana amor no que faz.

Nos bancos de sua sala de aula, muitas vezes me vi sem fôlego diante do brilho de sua atuação; noutras vezes seguia a apneia o pranto incontido, a certeza de estar no lugar certo, no momento certo, em concessão divina oportuna elevação, moral e intelectual.

Professora Isali faz o mundo melhor todos os dias e é imortalizada nos gestos e obras de todo aquele que traz seu exemplo em si; é modelo a ser seguido; inspiração dadivosa.

O melhor presente que um homem pode dar aos seus Professores é honrá-los nas suas atitudes, escolhas e realizações.

Muito obrigado aos meus Professores todos, de casa, da escola e da vida.

Feliz dia dos Professores.

João Henrique de Miranda Sá

Jornalista independente em Campo Grande - MS.

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