A força da Organização Criminosa: 10 anos depois, Joaquim e Delúbio no mesmo palanque

Nada é melhor do que o Tempo para expor a fração mais assombrosa e cruel das mazelas brasileiras. A principal delas, justo pelo fator tempo, talvez seja a aposta que todo pilantra faz na amnésia política do Povo Brasileiro. Esta sim é sombria e um risco à Democracia.

Eu vivi para assistir, apenas uma década depois, Joaquim Barbosa e Delúbio Soares subindo no mesmo palanque eleitoral, pedindo votos para o mesmo candidato daquela organização criminosa que aparelhou o Estado e protagonizou o maior esquema de corrupção da História.

Eu vivi para assistir ao Jornalismo tornar-se o ovo das Fake News.
Digo sempre e repito: nenhum veículo de comunicação é proibido de assumir suas posições editoriais político-partidárias. Vivemos num país livre e democrático. O que não pode, o que atenta frontalmente contra a Democracia, é fingir isenção para enganar leitores e telespectadores. Foram desmascarados nas Eleições 2018 e o Jornalismo brasileiro ficará marcado para sempre pelas atrocidades deste período.
Eu vivi para assistir àquelas "autoridades" que outrora garantiam que nossas instituições eram sólidas e confiáveis, agora vindo a público revelar medo de que, democraticamente, a maioria dos brasileiros eleja quem eles não querem.
São capazes de qualquer coisa e, justo por isso, acusam seus adversários pela régua de seus umbigos.
Eu vivi para assistir ao presidiário tentar comandar uma eleição direto do xilindró; à economista perder eleição porque acreditou em pesquisa falsa; ao sociólogo não encontrar palavras para justificar o final melancólico de seu partido; ao velho coronel ter toda família expulsa da vida pública; e ao caçador de marajás ser obrigado a desistir do pleito para evitar uma derrota fragorosa nas urnas. Os cinco são ex-presidentes da República e já não são mais nada.
Havia feito um juramento à minha Família: passei os últimos seis meses sem publicar nenhum artigo político e sem fazer posts nesta que é minha principal rede social para evitar as costumeiras perseguições, chateações, processos judiciais e congêneres por conta das minhas posições Políticas sempre expostas com honestidade e clareza meridiana. Cumpri meu juramento.

Hoje estou aqui para celebrar o fato de ter sobrevivido para assistir à missa de extrema unção de um sistema falido e carcomido e a possibilidade de um novo começo para o Brasil.

Não acredito que Jair Bolsonaro seja um salvador da pátria. Mas, dou-lhe meu voto de confiança.

Um abraço a todas(os)!

Helder Caldeira

Escritor, Colunista Político, Palestrante e Conferencista
*Autor dos livros “Águas Turvas” e “A 1ª Presidenta”, entre outras obras.

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