Meu nome é Jair Messias Bolsonaro, podem me chamar de presidente

Ele venceu. E vai governar o Brasil de 1.1.2019 a 31.12.2022. Venceu, não por ser um fenômeno. Muito menos, mito. Fenômeno e mito são dons, são atributos de ordem transcendental. Gandhi, Mandela, Luther King, Chaplin, Joana D'Arc, Chopin, Mozart, Liszt, Bach, entre outros, e cada um no cumprimento de sua missão, é que foram fenômenos, mitos, gênios. Eram iluminados. Marcaram épocas. São imortais. Já Bolsonaro, não.

Quando é chamado de "mito" por seus correligionários, a adjetivação está fora da realidade. É alegoria. Não traduz um fato concreto, histórico, científico ou filosófico a ele atribuído.

Bolsonaro é um anti-histamínico para eliminar a cor vermelha que lambuzaram a Bandeira Nacional, para fazer sumir a vermelhidão da pele, acabar com as coceiras, os edemas e outras alergias mais. Bolsonaro também é um antibiótico contra infecções por microorganismos e bactérias resistentes.

Bolsonaro é medicamento novo. Vai ser testado. Pode até curar. O tratamento é de longa duração. A dosagem precisa ser pesada, forte, ininterrupta, porque o doente chamado Brasil está duramente enfermo. Agoniza no CTI. Ainda não morreu. Se encontra entubado, mas há esperança de cura.
Naquele 13 de Março de 2013, quando vi na televisão o cardeal francês Jean-Louis Pierre Tauran (1943-2018) chegar na varanda externa da Basílica de São Pedro, em Roma, e com sua voz e gestos trêmulos dizer ao mundo:
"Annuntio vobis gaudium magnum, Habemus Papa. Eminentissimum ac Reverendissimum Dominum, Dominum Georgium Marium Sanctae Romanae Ecclesiae Cardinalem Bergoglio qui sibi nomem impossuit Franciscum" (Anuncio a todos vós, com grande alegria, temos Papa. Eminentíssimo e Reverendíssimo Senhor, Senhor Jorge Mario, Cardeal Bergóglio da Santa Romana Igreja que impôs a si o nome de Francisco), naquele dia eu identifiquei logo quem era o eleito no conclave que não durou muito tempo reunido na Capela Sistina. Era o cardeal "argentino" Jorge Mário Bergóglio que conheci pessoalmente no final da década de 1990 quando, informalmente, me apresentei ao piano no Teatro Colon, em Buenos Aires, no encerramento de um congresso internacional de ex-alunos.
Quando agradecia os aplausos, após executar a última peça, alguém da plateia estendeu o braço, me alcançou no palco e me passou um pequeno papel em que estava escrito "Clair de Lune" de Debussy. Voltei ao piano e toquei. Era um "extra" vindo dos céus. Foi "Bergóglio", então arcebispo de Buenos Aires, quem escreveu e pediu, me disse ele depois.

A eleição de Francisco para o comando da Igreja veio no momento certo, quando a Igreja Católica estava quase em ruína. E Francisco não cruzou os braços. Prendeu cardeais por corrupção e apropriação indébita. Entre eles, o dirigente maior do Banco do Vaticano. Submetido ao devido processo legal segundo as leis do Estado do Vaticano, hoje cumpre pesada pena de prisão no xadrez da Santa Sé.

Expulsou da Igreja padres, bispos e cardeais pedófilos, espalhados pelo mundo. Houve muita resistência. Quase conflito e assassinato. Mas Francisco venceu.

A verdade, a honestidade, a pureza, a defesa da legalidade e do que é bom, justo e perfeito sempre triunfa.
Quando o então cardeal-arcebispo de Buenos Aires foi eleito Papa e adotou o nome Francisco, Jorge Bergóglio teve o seu pensamento voltado para o Francisco de Assis do Século XII, que ao perguntar a Jesus "Senhor, que queres que eu faça?", ouviu a resposta: "Francisco, não vês que a minha casa está em ruínas?. Vai, pois, restaure-a para mim". E Francisco deu início à restauração.

É esta a ordem, é esta a missão, é este o comando que o povo brasileiro dá ao senhor, presidente Bolsonaro.

Restaure o Brasil para todos os brasileiros, para todos os povos, para todas as gentes.

O senhor não é fenômeno nem mito. Sua eleição conta mais com o sentimento coletivo da "ira", da justa "ira" que o povo nutre com o desastre e os danos que a era petista causou ao Brasil, do que com os seus méritos próprios, que existem e que agora - esperamos - virão à tona com o seu governo.

Nunca, jamais, em ocasião alguma seja o senhor um déspota, e sim um democrata. Despotismo é terrível. Nem aqueles "Déspotas Esclarecidos", como registra a História, defendiam a Liberdade, a Igualdade e a Fraternidade, e sim seus interesses para continuarem no poder e por isso passaram usar as ideias iluministas.

A Constituição Federal e a ordem jurídica nacional são as colunas que sustentarão o seu governo. Não as fira. Não as derrube. A elas se submeta. Se não são boas, mude-as, então, seguindo o regular processo legislativo previsto na Constituição.

Seja enérgico. Não se cerque de pelegos, aproveitadores, de gente boçal, despreparada e corrupta.
Sua formação militar é rígida e não permite estar na companhia deles, assim como o senhor nunca esteve em quase 30 anos de legislatura.

À menor suspeita de que um seu assessor, ministro ou integrante de outros escalões de seu governo cometeu ilícito contra a Administração, afaste-o do cargo, imediatamente, até que o processo investigativo termine. Basta a fundada suspeita. Depois, se for inocente, faça-o retornar. Se culpado, exonere-o e deixe seu destino a cargo do Poder Judiciário.

Tenha sempre, como únicos alvos principais do seu governo, a paz, a saúde, a segurança, a boa formação e a felicidade de cada um dos brasileiros. O bem comum, enfim.

Sem ser populista, governe para o povo, pelo povo e com o povo. Despoje-se da menor vaidade. Sua missão é a de restaurar o nosso país, a nossa casa, que também está em ruínas, como estava a "casa" que Francisco de Assis restaurou e reedificou.

Mesmo presidente, comandante-em-chefe das Forças Armadas, seja o senhor uma pessoa simples, sem ostentação e sem pompas. Seja como se fosse uma folha de papel no chão. Mas não se deixe ser pisado. Exerça sua autoridade, sem ser autoritário. Ouça os sábios, os pensadores, os anciãos. Aconselhe-se com quem tem bom conselho para dar.

O senhor venceu a morte. Aquela facada foi para matá-lo. Então, afaste, também, de todo o povo brasileiro, o perigo do esfaqueamento que nos amedronta, da morte que nos cerca e que enfrentamos, todos os dias, todas as horas, há anos e anos, por causa da violência urbana, do péssimo atendimento médico-hospitalar, por causa dos serviços públicos que mal funcionam, quando existem.
O povo brasileiro viu as equipes médicas irem até sua casa, no Rio de Janeiro, para cuidar do senhor. Nós, do povo, nem queremos tanto. Queremos, tão só, não esperar nas filas e corredores dos hospitais para sermos atendidos, o que leva horas, dias, semanas e até anos e anos. Aqui no Rio de Janeiro, o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO), o Hospital de Bonsucesso, o Hospital do Andaraí, que são federais, estão arruinados. Coloque-os no mesmo nível do Hospital Central do Exército, do Hospital Naval Marcílio Dias, do Hospital da Aeronáutica, onde nada falta. Aqui no Rio de Janeiro e no país inteiro. O Brasil agoniza no CTI. O povo também. Os brasileiros estão enfermos e desalentados.

Não se aconchave com partidos políticos, com deputados, senadores, governadores, prefeitos, ministros, magistrados....Com ninguém. Também não permita que por eles o senhor seja manipulado, adulado e cortejado. Os Poderes da República são independentes, em primeiro lugar. Depois é que são harmônicos. Mas harmonia não quer dizer compadrio, cumplicidade, subserviência, arranjos e troca de favores.

E saiba que a maior autoridade, até mesmo acima do senhor, agora presidente da República eleito, a maior autoridade é o Povo Brasileiro.

Tudo pelo povo. Só pelo povo. E no curso e ao cabo dos quatro anos de governo, que seja o senhor visto e tido como verdadeiramente um mito, um fenômeno, um herói, aplaudido e muito amado pelo povo que o elegeu presidente e pelo mesmo povo que o senhor elegeu como prioridade no seu governo.

Tenha o senhor toda a consideração, todo o respeito, toda a educação com o seu adversário político. Não o hostilize. Se lhe assiste razão, com ele concorde. É da democracia. É da civilidade. Porém, retorsão adequada a qualquer deslize que dele parta. Não transgrida as leis cármicas. Nem as desafie. Elas nos cobram por nossas ações e omissões que praticamos um segundo atrás ou em vidas e vidas passadas. As leis cármicas são inexoráveis. A todos apanham. Suas multidensidades são transcendentais. E nunca são percebidas por olhos comuns.

Ore todos os dias. Deus é onipotente, onipresente e onisciente. Deus é todo poderoso, está presente em todos os lugares e tudo sabe.
Não despreze os ensinamentos que nos legaram nossos antepassados. Encontre tempo e silêncio e conheça as "Características do Homem de Bem", descritas por Allan Kardec no Capítulo 12, item 918 do "O Livro dos Espíritos". Servirá para o aprimoramento e elevação da sua conduta pessoal e para saber, identificar e conhecer todos aqueles que o cercam.

E para terminar. Se puder, traga sempre em seu poder, no corpo ou na roupa, a pedra ônix, mas a verdadeira, a autêntica. É pedra poderosa. Limpa, energiza e seus efeitos são terapêuticos. Não é superstição. Não é "fake". É verdade da Ciência Esotérica e da Ciência Holística. Mas todo cuidado é pouco. Se a ônix que o senhor venha usar for pedra falsa, imitação da verdadeira, os efeitos são opostos. Derruba e destrói quem a carrega.

Saúde, muita saúde e paz, presidente Jair Messias Bolsonaro.

Jorge Béja

Advogado no Rio de Janeiro e especialista em Responsabilidade Civil, Pública e Privada (UFRJ e Universidade de Paris, Sorbonne). Membro Efetivo do Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB)

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