Coisas que devem ser escritas após a eleição: Corrupção, constituinte ou "pacificação"

Coisas há que devem ser escritas antes de uma eleição. Coisas há que não devem. Há, ainda, aquelas coisas que devem, imediatamente, ser escritas depois de uma eleição e é sobre estas últimas que vou discorrer agora num, digamos assim, “exercício de imaginação”.

No domingo fui às urnas. Eu e milhões de brasileiros fomos às urnas. Há, porém, no meu caso, algumas peculiaridades. Eu fui às urnas votar num capitão e num general para presidente e vice-presidente do Brasil porque eles e os demais militares não atenderam meus pedidos para que houvesse uma Intervenção Militar no país.

Não me arrependo de ter pedido, de ter implorado, por uma Intervenção Militar. A mim me foi dito que os militares, desta vez, chegariam ao poder através das urnas e, de fato, foi isso que aconteceu. Hoje o Brasil se acordou, graças a Deus, com um capitão na Presidência da República e um General como vice.

Por que eu pedi por uma Intervenção Militar? Porque minha intenção não era, jamais foi ou será, a de derrotar o PT. Minha ideia sempre foi, eu nunca o neguei, a de destruir o PT. Afirmei e continuo afirmando a necessidade de extinguir o PT e de prender ou, se necessário, matar seus integrantes.

Meu psiquiatra na Band News, o “Dr.Tio Rei”, diz que eu quero “negar a existência do outro”...rsss.. mas isso acontece com frequência quando alguém (do PT) liga para sua casa afirmando que vai matar você e sua família.

Márcia Tiburi (pelo jeito outra colega de profissão minha..rss) me chama de fascista. Alguns leitores que chegaram até esta linha devem pensar (inclusive os que votaram em Bolsonaro) que psiquiatricamente estou doente. Digo que estes últimos não deixam de ter razão, não e que, em certo sentido, “é saudável adoecer no Brasil do Regime Petista”.

Estes “psiquiatras” todos alegam, com toda propriedade, que foi possível derrubar Dilma Rousseff, prender Lula e eleger Bolsonaro sem Intervenção Militar – e é verdade!

Tudo “deu certo” até aqui, doutores: os tanques ficaram nas suas bases, não foi preciso fechar o Congresso, o STF … não foi preciso acionar “um cabo e um soldado” (como disse Eduardo Bolsonaro citando a frase que originalmente é de Jânio Quadros).

Vamos ao que interessa: o leitor, mesmo aquele que, como eu, votou em Bolsonaro, não tem nada a ver com a minha vontade de “prender ou matar petistas” - isso é problema meu, da minha psiquiatra, da polícia, da justiça e dos petistas, não é??

É...é verdade, eu concordo, mas ainda assim há um “problema”, um pequeno “probleminha”: Bolsonaro tem que governar o Brasil a partir de janeiro e aí não é mais “problema meu” - é problema nosso, é problema de todo Brasil.

A questão, digo, as questões, são as seguintes:

1. A administração pública, aquilo que sobrou das instituições brasileiras, está perfeitamente formatado, programado, azeitado e lubrificado para não funcionar, para se corromper até a “alma”.
2. Bolsonaro NÃO é um homem corrupto – se fosse, o PT não precisaria tentar matá-lo.
3. A Constituição Brasileira de 1988 mais parece a ata de alguma reunião de maconheiros de centro acadêmico. Dá nojo de ler determinadas partes que foram criadas exatamente para proteger a existência da Organização Criminosa que liquidou o Brasil.
4. O PT não é um Partido; é uma Organização Criminosa. Ele JAMAIS governou o Brasil democraticamente. Ele, PT, chegou ao Governo democraticamente, mas o Governo em si mesmo foi uma Ditadura da Corrupção. A oposição que o PT fará contra Jair Bolsonaro não será “oposição” - será a tentativa do Crime Organizado de derrubá-lo do Governo Federal.
Isto posto, vem agora as questões centrais deste artigo que são as seguintes: quem foi que disse que nós, eleitores de Bolsonaro, o colocamos no Governo para “pacificar” o Brasil? Quem foi que disse que é possível “pacificar” Brasil?

Esquecida a minha posição pessoal expressa acima, descontada essa minha “vontade fascista” de prender ou matar petistas, quantos foram os eleitores de Bolsonaro que, sem admitir em si mesmos esta tal “tentação autoritária”, esta minha “doença psiquiátrica”, esperam, imploram por uma solução de força??

Em outras palavras: aquilo que nós, eleitores de Bolsonaro e Mourão esperamos do Governo deles é passível de ser alcançado dentro do “respeito” pela Constituição e pela Democracia?

Meus caros amigos, o Supremo Tribunal Federal é nosso inimigo! A Universidade Federal Brasileira inteira é nossa inimiga, a CNBB, a OAB, a Imprensa toda, os Sindicatos, o PCC o Comando Vermelho, os presidiários...os “conselhos” de praticamente todas as classes profissionais...uma parte importante (e com muito poder) entre os policiais, médicos e professores do Brasil nos odeia...Todos eles, tudo isso…é o PT! É o PT, o PSOL e o PC do B !!

Nós vencemos democraticamente. Nós vamos conseguir governar democraticamente? Antes de sair dizendo que vamos “pacificar” o Brasil não é melhor discutir se é possível “pacificar o Brasil??

Eu só consigo ver três caminhos:

O primeiro é a convocação emergencial de uma Assembleia Constituinte que cale a boca de cretinos que fazem programas como “Pingo na Coisa” ou “É dos Is” - esse tipo de gente, com a Constituição de 1988 (e suas emendas) debaixo do braço, admite transar com crianças e cachorros, rezar para o diabo ou dirigir sob efeito de heroína, “se isso estiver escrito na constituição”.
O segundo caminho é a Polícia do Exército algemar Toffoli, Rosa Weber, Jungmann, Dodge e seus colegas, fechar o Congresso, convocar uma nova Constituinte e uma nova eleição. Esse é o caminho que eu, quando implorava por Intervenção, queria seguir.
O terceiro caminho, o da Globo News e de toda ralé, de toda corja que domina a imprensa brasileira, é o da “pacificação” e quando eles falam em “pacificação” entenda-se ACEITAR OS CAMINHOS DA CORRUPÇÃO – coisa que Bolsonaro, se fosse fazer, já teria feito para evitar a tentativa de assassinato que sofreu.
Como disse aquele monstro alienígena que invadiu a Terra e se enrolou no pescoço do cientista maluco de “Independence Day” para se comunicar com o Presidente Americano - “PEACE? NO PEACE”

Milton Pires

Médico cardiologista em Porto Alegre

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