OAB, aparelhada pela esquerda, será finalmente atuante, contra Bolsonaro

Alguém ainda duvida que o PT aparelhou a Ordem dos Advogados do Brasil para fazer oposição ferrenha ao governo Jair Bolsonaro?

O ex-presidente da OAB-RJ, Felipe Santa Cruz, será candidato único à Presidência da OAB nacional. Ele conseguiu o apoio unânime das 27 seccionais da ordem profissional em todo o País. A unanimidade pode até não ser burra – conforme sentenciou o imortal Nelson Rodrigues. No entanto, é descarado o sinal de que o governo Bolsonaro vai apanhar muito da OAB.

Felipe Santa Cruz assinou um daqueles manifestos em apoio a “Lula Livre”.
Em 2016, advogado ousou pedir a cassação do deputado Jair Bolsonaro por apologia à tortura”. O candidato à OAB nacional tem histórico familiar de esquerdismo radical. Foi filho de líder estudantil desaparecido durante o regime dos presidentes militares eleitos indiretamente pelo Congresso Nacional. O pernambucano Fernando Santa Cruz dá nome ao Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal Fluminense, em Niterói (RJ), e ao Diretório Acadêmico da Universidade Católica de Pernambuco.
O pai de Felipe foi membro do grupo terrorista Ação Popular (AP) – que promovia assaltos a banco, sequestros e assassinatos para tentar implantar uma ditadura comunista no Brasil, nos anos 60/70 do século passado.
No carnaval de 1974, Fernando Santa Cruz saiu da casa do irmão Marcelo “para visitar amigos em São Paulo”, no dia 23 de fevereiro, e nunca mais foi visto. O encontro seria com Eduardo Collier Filho, também membro da AP. Ambos teriam sido presos pelo DOI-Codi, em Copacabana.

Fernando Santa Cruz transformou-se em uma das lendas vivas da esquerda que acredita na “Ditadura do Proletariado” - só que aliviada pela estratégia de Antônio Gramsci: a ocupação do poder de forma gradual, pretensamente pacífica, pela via do aparelhamento da máquina estatal e afim (como é o caso da OAB). Assim, mesmo contra a vontade da maioria do eleitorado, teremos um Terceiro Turno Eleitoral...

A bronca pública de Felipe Santa Cruz contra Bolsonaro vem de 2006, no discurso do deputado na votação sobre a abertura de pedido de impeachment da Presidenta Dilma Rousseff. Bolsonaro condenou o PT e a “ditadura do proletariado”: Perderam em 1964, perderam agora em 2016. Pela família e pela inocência das crianças em sala de aula, o que o PT nunca teve. Contra o comunismo, pela nossa liberdade, contra o Foro de São Paulo, pela memória do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, o pavor de Dilma Rousseff, pelo exército de Caxias, pelas nossas Forças Armadas, por um Brasil acima de tudo e por Deus acima de todos, o meu voto é sim”.

O advogado Felipe Santa Cruz ameaçou pedir a cassação do mandato de Bolsonaro e prometeu denunciá-lo à Corte Internacional de Direitos Humanos na Costa Rica.
Na época, Santa Cruz comparou a atitude de Bolsonaro ao fato de um deputado “subir no parlamento alemão para exaltar Hitler e defender a morte dos judeus”. O advogado reclamou que a “apologia à tortura, ao fascismo e a tudo que é antidemocrático é intolerável”.

Em breve, Santa Cruz poderá usar seu posto de comando no Conselho Federal da OAB como instrumento de guerra ideológica contra Jair Bolsonaro e, principalmente, um de seus superministros, o agora ex-juiz Sérgio Moro, demonizado pela petelândia porque condenou o “deus” Luiz Inácio Lula da Silva, por corrupção e lavagem de dinheiro.

Será muito triste ver uma OAB que hoje é muito boa para dar desconto em livro e remédio para os advogados. A entidade anda desacreditada por uma combinação catastrófica: a omissão no combate à corrupção e a defesa de personagens envolvidos nos maiores escândalos de corrupção no Brasil.

A previsível oposição sistemática a Bolsonaro e Moro fará muito bem à OAB...

(Texto publicado originalmente no Blog Alerta Total)

Jorge Serrão

Editor-chefe do Alerta Total - alertatotal.net

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