Juíza defende o direito de “gravar” aulas

A celeuma teve início quando Ana Caroline Campagnolo, deputada eleita por Santa Catarina, publicou um pedido nas redes sociais para que estudantes catarinenses vigiassem e gravassem as aulas onde professores estivessem propagando "manifestações político-partidárias ou ideológicas".

A deputada foi eleita tendo como principal bandeira a aprovação do projeto Escola Sem Partido, que prevê acabar com a "doutrinação" de alunos por parte de professores.

Após a publicação, Ana Caroline sofreu um verdadeiro massacre midiático, sendo acusada de “tentativa de cerceamento”. Um grupo de professores promoveu um abaixo assinado pedindo a impugnação de sua candidatura, sob a alegação que "mesmo sem ter assumido, está se valendo de autoritarismo para promover suas ideias de forma leviana e antidemocrática".

Talvez a jovem deputada tenha naquele momento em que ainda reinava o calor eleitoral, se expressado mal.

Não se trata de “vigiar” o professor, mas sim, do direito que os pais têm de saber o que está sendo ensinado dentro de sala de aula.

Nesse sentido, a juíza de direito Ludmila Lins, que vem se destacando como uma voz marcante da mais nova geração de magistrados brasileiros, opinou com extrema precisão e desvendou a questão:

“Não há sigilo em sala de aula, especialmente em se tratando de crianças e adolescentes, cujos pais DEVEM saber de tudo o que lá ocorre. O ambiente é coletivo e a regra é a publicidade. Bem diferente dos consultórios médicos ou psicológicos, de atendimento individual e íntimo.”

da Redação

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