O enorme “buraco” de Lula, todos os processos criminais e as chances inexistentes

A rigor, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não tem a mínima chance de sair da cadeia.

Sua situação processual é a pior possível, tão complicada quanto a do ex-governador Sérgio Cabral.

Em todos os processos a culpa do petista parece bem clara para quem analisa tecnicamente, desprovido de qualquer sentimento partidário ou ideológico.
Por enquanto, Lula tem apenas uma condenação, em 1ª e 2ª instâncias, que o mantém preso. É justamente a ação que trata do malfadado tríplex do Guarujá.

Além dessa ação do tríplex, Lula é réu e já está sendo processado criminalmente em outros seis processos.

No processo que trata do Instituto Lula, que tramita na Justiça Federal de Curitiba, Lula foi denunciado por ter recebido propina por meio de um terreno para a construção do Instituto Lula e a aquisição, por meio de um laranja, de um apartamento vizinho à residência dele em São Bernardo do Campo (SP). É o caso em que, segundo o MP, foram forjados recibos de locação, onde, demonstrando a gigantesca incompetência dos advogados de Lula, o preenchimento se deu com algumas datas inexistentes. Coisa bem amadora. Picaretagem de ‘trombadinha’.

O processo do Sítio de Atibaia é o que Lula foi ouvido recentemente, quando foi triturado pela juíza Gabriela Hardt, a substituta de Sérgio Moro. Empreiteiras pagaram propina a Lula por meio de benfeitorias custeadas de forma oculta ao sítio.

As outras quatro ações que já tramitam contra Lula ocorrem perante a Justiça Federal de Brasília.

Na ação do esquema de Angola, Lula é acusado de corrupção passiva, lavagem de dinheiro, tráfico de influência e organização criminosa. O ex-presidente teria usado a influência no BNDES para favorecer a Odebrecht em contratos e obras da construtora em Angola, na África.

Numa outra ação, a dos caças suecos, que Lula vem há tempos se esquivando de prestar depoimento, o ex-presidente teria participado, já fora do Palácio do Planalto, de negociações irregulares para compra de caças suecos e prorrogação de incentivos fiscais a montadoras de veículos. Nesse caso, Lula é acusado de lavagem de dinheiro, tráfico de influência e organização criminosa.

No sexto processo crime contra o petista, a acusação é de corrupção passiva por, durante a Presidência, ter editado medida provisória em 2009 para favorecer empresas do setor automotivo em troca de propina.

Por fim, nesta sexta-feira (23), Lula começou a ser processado no caso do “quadrilhão do PT”, desta feita em companhia de sua sucessora Dilma Rousseff. A roubalheira estimada neste caso é de R$ 29 bilhões e foi definida da seguinte forma pelo magistrado Vallisney de Oliveira, que recebeu a denúncia: “verificou-se o desenho de um grupo criminoso organizado, amplo e complexo, com uma miríade de atores que se interligam em uma estrutura de vínculos horizontais, em modelo cooperativista, nos quais os integrantes agem em comunhão de esforços e objetivos, bem como em uma estrutura mais verticalizada e hierarquizada, com centros estratégicos, de comando, controle e tomadas de decisões mais relevantes”.

Fonte: Revista Crusoé

da Redação

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