O que diria Marx sobre os 70% de “mais-valia” roubados pelo governo cubano dos seus médicos?

Com absoluta certeza Karl Marx - o construtor do socialismo científico - mais conhecido como “marxismo”, deve estar dando pulos dentro na sua tumba, com a notícia até agora parcialmente escamoteada pela Grande Mídia, de que o governo cubano estaria recebendo diretamente o pagamento feito pelo governo do Brasil pelos serviços prestados pelos médicos cubanos, no programa “Mais Médicos”, retendo nos seus cofres 70% dessa quantia, e repassando a esses profissionais tão somente 30%. Grosso modo, seriam R$ 7 mil para o Governo de Cuba, e R$ 3 mil mensais para os seus médicos “escravos” sobreviverem no Brasil.

A “mais-valia”, segundo Marx, seria o resultado financeiro da “revenda” de uma fração do valor do trabalho assalariado, por um valor superior ao que efetivamente era pago ao trabalhador. Exemplificando: o valor do trabalho seria de “XXX”, porém o “capitalista” só remuneraria o trabalhador em “XX”. O “X”, remanescente, seria a “mais-valia” apropriada pelo dono do capital. Esse simples detalhe gerou a verdadeira “guerra” declarada por Marx contra o regime capitalista, contra a “burguesia”.

Ao montar a sua teoria sobre a “mais-valia”, certamente Marx nunca havia se deparado com uma “mais-valia” tão expressiva que chegasse ao percentual de 70% do valor do trabalho revendido, a exemplo da “mais-valia” retida pelo Governo de Cuba sobre o trabalho dos seus médicos, vendidos ao governo brasileiro.
E se Marx tivesse imaginado algum dia que pudesse surgir um determinado “patrão” que não participasse absolutamente “nada” do ciclo da produção econômica, a exemplo do governo de Cuba, em relação aos “seus” médicos, mas mesmo assim se beneficiasse da “mais-valia”, em “70%”, com certeza ele jamais teria escrito o “Manifesto Comunista”, nem o “O Capital”, ou, no mínimo, teria feito alguma ressalva para esse tipo de situação.

Ao contrário do que muitos pensam, Carl Marx reconheceu grande valor na atividade do empresariado, assegurando que o mundo jamais prosperara tanto quanto a partir do início da sua influência no desenvolvimento econômico.

O caso de Cuba é muito “especial”. O governo cubano não age em relação aos seus profissionais médicos como “empresário”, que seria aquela pessoa natural ou jurídica que na sua posição participasse ativamente da produção econômica, revendendo com lucro o trabalho dos seus subordinados.

O governo cubano age, diferentemente, como verdadeiro “gigolô” de mão-de-obra dos seus médicos, igualzinho àquele “pilantra” (o típico “gigolô”), que escraviza uma mulher para que ela faça sexo “remunerado” com terceiros, dando-lhe uns “trocados” por esses “serviços”, e retendo para si próprio a maior parte do resultado do trabalho da sua “escrava sexual”. É isso, exatamente, o que o governo de Cuba fez.
Portanto não resta qualquer dúvida que o governo cubano é “gigolô” e “escravista”, em relação à mão de obra dos seus médicos, vendida ao governo brasileiro, que foi cúmplice nessa terrível “negociata” ilegítima e imoral.

Sérgio Alves de Oliveira

Advogado, sociólogo,  pósgraduado em Sociologia PUC/RS, ex-advogado da antiga CRT, ex-advogado da Auxiliadora Predial S/A ex-Presidente da Fundação CRT e da Associação Gaúcha de Entidades Fechadas de Previdência Privada, Presidente do Partido da República Farroupilha PRF (sem registro).

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