O recuo do TSE na eleição de Haddad pode explicar o discurso de Rosa Weber (?)

Só mesmo um “cara” absolutamente ingênuo poderia supor que a vitória de Jair Bolsonaro, no 1º e 2º Turno das eleições presidenciais de outubro, tenha se dado sem que tivesse havido alguma “pressão”, impedindo um resultado fraudado, favorável ao candidato da Coligação Brasil Feliz de Novo, Fernando Haddad.

Partindo-se do pressuposto da possibilidade “teórica” de manipulação dos resultados das eleições nas urnas eletrônicas e computadores do TSE, é evidente que essa possibilidade poderia favorecer qualquer um dos candidatos na competição.

O mais surpreendente de tudo é que em nenhum momento, antes ou depois das eleições, esse tipo de “acusação” tenha partido da esquerda, no sentido de que Bolsonaro poderia ser o beneficiário de uma possível fraude eleitoral. Portanto essa eventual hipótese merece ser descartada desde logo, completamente. Já com o “outro lado”, não se pode dizer o mesmo.

Muito se cogitou sobre a provável manipulação dos equipamentos do TSE para favorecer a candidatura de Haddad. Tinha muita gente que estava absolutamente convencida que essa fraude iria ocorrer, inclusive “jo”.

Por isso, mesmo que Haddad perdesse a eleição lá na “ponta”, nos teclados das urnas eletrônicas, a certeza era de que ele seria o vencedor, na totalização dos votos pelos computadores do TSE, a exemplo do que suspeita-se já ter ocorrido antes, em outubro de 2014, com a eleição de Dilma Rousseff.

Nesse meio tempo algo de “estranho” aconteceu, cortando esse mal pela raiz, abortando o processo fraudulento nas eleições que se avizinhavam.

Os próprios militares se encarregaram, patrioticamente, de fazer uma espécie de “intervenção branca”, deixando bem claro, para o “bom entendedor”, que tinham plena consciência da probabilidade objetiva de que estaria na iminência de haver fraude eleitoral, mas que reagiriam “à altura”, se essa eleição fosse “roubada”.

Sem dúvida essa “intervenção branca” foi suficiente para que o TSE não colocasse nos seus computadores o “vírus” que daria um resultado previamente “escolhido”, fraudado, para as eleições, cujo vencedor não seria Bolsonaro, com certeza, e sim o seu opositor, Fernando Haddad, candidato das esquerdas.

Talvez aí esteja a principal razão pela qual a Sra. Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Dra. Rosa Weber, tenha comparecido à solenidade de diplomação de Jair Bolsonaro, nesta segunda-feira (10), e ter feito nessa ocasião um discurso absolutamente “desconfortável”, fora de contexto, mesmo “indelicado”, frente ao novo Presidente da República.

Sérgio Alves de Oliveira

Advogado, sociólogo,  pósgraduado em Sociologia PUC/RS, ex-advogado da antiga CRT, ex-advogado da Auxiliadora Predial S/A ex-Presidente da Fundação CRT e da Associação Gaúcha de Entidades Fechadas de Previdência Privada, Presidente do Partido da República Farroupilha PRF (sem registro).

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