Mentira de Eduardo Cunha é quebra de decoro e punição é a cassação do mandato

Todos os dados da investigação realizada pelo Ministério Público da Suíça, sobre o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), por suspeita de lavagem de dinheiro e corrupção passiva, já estão no Brasil.
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, aceitou a transferência feita pelo MP suíço. Os documentos vão primeiro para o Departamento de Recuperação de Ativos do Ministério da Justiça e depois serão remetidos para a Procuradoria Geral da República.
O Ministério Público da Suíça relata na documentação contas bancárias supostamente em nome de Cunha e familiares. As investigações começaram em abril na Suíça e os valores já estão bloqueados.
Indagado se tem conta no exterior, Cunha não quis responder: "O meu porta-voz será sempre meu advogado. Não há o que falar. Não falarei. não vou ficar todo dia comentando. Amanhã, vai surgir outro. Tenho que cumprir a orientação dele de não falar", afirmou.
Entretanto, apesar de evitar responder se possui ou não contas na Suíça, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), negou, durante depoimento na CPI da Petrobras em março, que tivesse recursos depositados naquele país ou em algum paraíso fiscal. 
Nesta quinta-feira, o líder do PSOL, Chico Alencar (RJ), questionou Cunha da tribuna da Câmara mas, uma vez mais, ele não falou sobre o assunto. 
Com a eventual comprovação de que o presidente da Câmara mentiu na CPI, fica configurada a quebra de decoro parlamentar, que deve ser punida com a cassação.

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da Redação

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