Indignado, Lula não admite, não compreende e não aceita a “traição” de Dias Toffoli

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou realmente a acreditar que seria solto nesta quarta-feira (19), tão logo foi avisado que uma liminar de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) derrubava a prisão de condenados em 2ª instância com sentença condenatória que ainda não tivesse transitado em julgado.

Inúmeros petistas começaram a se dirigir para a Superintendência da Polícia Federal em Curitiba (PR), parlamentares e dirigentes partidários, formando uma grande aglomeração no local. Lula do 4º andar percebia todo o movimento.

Assim, o petista, satisfeito, mas ansioso, aguardava a chegada do documento que iria determinar a sua liberação, o alvará de soltura.

Até que chegou a informação de que a juíza Carolina Lebbos, comunicada da decisão do ministro através de petição protocolada pelo advogado Cristiano Zanin, recusou-se a atender prontamente a determinação.

Lula teria ficado irritadíssimo e extremamente angustiado

De qualquer forma, o momento mais traumático ainda iria acontecer. Ocorreu quando Lula soube que Dias Toffoli, seu ‘afilhado’, amigo, ex-companheiro no PT, ex-advogado do partido, a quem ele nomeou sub-chefe da Casa Civil, Advogado Geral da União e ministro do STF, derrubou a decisão que lhe garantia a liberdade.

Nas hostes petistas imaginam que ‘forças ocultas’ teriam guiado a atuação do presidente do STF no caso.

De qualquer forma, a atitude de Toffoli é tida como traição. Afinal, foi nomeado ministro para servir ao PT. É este o pensamento reinante. Por Lula, Toffoli deveria enfrentar a tudo e a todos.

O atual presidente do STF, ainda bastante jovem, preferiu pensar no seu futuro...

Amanda Acosta

Articulista e repórter
amanda@jornaldacidadeonline.com.br

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