Bolsonaro: faz um “golaço” caindo fora do pacto das migrações da ONU

Foi-se o tempo em que o mundo podia confiar de “olhos fechados” nas decisões e “recomendações” da Organização das Nações Unidas (ONU), conforme as diretrizes de fundação dessa organização, escritas em 24.10.1945, em São Francisco/CA, logo após o término da 2ª Guerra Mundial, na CARTA DAS NAÇÕES UNIDAS, com o objetivo central declarado de promover a cooperação internacional.

Mas a ONU não está mais pisando em cima somente do seu estatuto de nascimento, mas hoje também na própria DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS, aprovada em 10.12.1948.

O recente “Pacto Global sobre Migrações”, assinado por 164 países “puxa-sacos” da ONU, inclusive com a aderência do Governo Temer, para “unificação segura, ordenada e regular” das migrações internacionais, assinado em Marrakech, Marrocos, em 10 de dezembro de 2018, com referendo previsto na AG da ONU de 19.12.18, sem dúvida está colocando na lata de lixo as soberanias dos países pactuantes.

Além de outros, deixaram de assinar o referido pacto a Hungria, a Áustria, Israel e os Estados Unidos.

Em declaração sobre o referido pacto, o futuro Ministro das Relações Exteriores do Brasil, no Governo Bolsonaro, Chanceler Ernesto Araújo, afirmou: “a imigração não deve ser tratada como questão global, mas sim de acordo com a realidade e soberania de cada país”. Sábias palavras.

Existe um inteligente brocardo popular pelo qual “gato escaldado tem medo de água fria”.

Sem dúvida o futuro Governo do Brasil se “antenou” para os absurdos transformados em lei, na chamada “Lei das Migrações” brasileiras, de 24 de maio de 2017, homologada pelo Presidente Temer, contumaz seguidor das diretrizes governamentais do PT, que é muito mais “bondosa” com a “bagunça” das migrações do que o próprio Pacto das Migrações da ONU.

Por tal motivo, o novo Governo não só deverá abandonar o “Pacto das Migrações” da ONU, como também fazer esforços para revogar essa lei brasileira ,que dá muitos mais direitos aos “invasores” clandestinos estrangeiros do que aos próprios brasileiros.

E cada vez fica mais claro as espúrias ligações da ONU, não só com a esquerda, mas também com as diretrizes da chamada “Nova Ordem Mundial”, integrada pelo multibilionário George Soros, e mesmo pelos “gangsters” do poderoso “Clube de Bilderberg”, que concentra em torno de si grande parte dos poderes políticos e econômico mundiais.

Certamente os países que caírem nessa “armadilha” da ONU passarão a ter os seus territórios equiparados ao “CU DA MÁE JOANA”, que tem o seu melhor significado traduzido como “um ânus solto, sem dono, onde todo mundo manda”; alguma coisa onde “todos interferem”; onde “todo mundo mexe”.

Um lugar de “bagunça, em resumo”. “Coincidentemente”, esse é o clima preferido do PT “et caterva”.

Ora, assim como existe o “eu individual”, também existe o “eu nacional”. O direito dos povos nacionais em preservar os seus territórios é equivalente ao direito que tem as pessoas à privacidade e individualidade nos seus respectivos lares. O território de um país é o “lar” do respectivo povo. Ninguém tem o direito de invadi-lo sem que PREVIAMENTE seja autorizado ou convidado.

A migração não pode ser regulada pela compaixão ou pelo coração. Os seus motores devem ser a razão, e os eventuais interesses nacionais. Imigrantes que não “somam” não devem ser tolerados.

Mas nas regras de migração pretendidas pela ONU, e já adotadas pelo Brasil com a sua “Lei das Migrações”, bastará a vontade de migrar, com livre escolha do destino. Naturalmente, os “preferidos” não serão os países mais pobres, porém os mais ricos, onde os migrantes não terão que participar com o próprio esforço para “construir” nada. Tudo já estará “prontinho”, construído por cada povo. Mas para essa política “assistencialista” predatória de povos e nações, ”usufruir” é muito melhor e mais fácil que “construir”.

Por que será que os Estados Unidos são o destino preferido dos migrantes? Como tirar a razão de Trump de colocar um basta nesses abusos “migratórios”? Será que o povo americano teria obrigação de repartir com os outros o que ele construiu com seu trabalho e esforço? Por que os países mais desenvolvidos sempre são os preferidos? Essa gente não quer trabalhar para ajudar a construir o próprio bem-estar? Quer tudo “prontinho”? Só para usufruir?

Para que se compreenda bem o que tenho em mente, exemplifico com uma hipótese. Se se desse aos “sem teto”, ou aos moradores em precárias condições, o direito de INVADIR livremente as propriedades ou moradias dos outros, como pregam muitos, PT e seus comparsas, quais as moradias que seriam as “preferidas”? Seriam as mais “simples”?

E é exatamente essa a política que está sendo adotada pela ONU, não tendo chegado “ainda” às moradias individuais, cingindo-se, por enquanto, às moradias “nacionais”.

Sérgio Alves de Oliveira

Advogado, sociólogo,  pósgraduado em Sociologia PUC/RS, ex-advogado da antiga CRT, ex-advogado da Auxiliadora Predial S/A ex-Presidente da Fundação CRT e da Associação Gaúcha de Entidades Fechadas de Previdência Privada, Presidente do Partido da República Farroupilha PRF (sem registro).

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