Jornalista da Época consegue transformar ato de coragem de Carlos Bolsonaro em “ambição”

O discurso em libras da primeira dama teve agradecimento especial a apenas uma pessoa, citada nominalmente, “meu enteado Carlos", disse Michelle.

“Por toda ajuda e parceria que passamos nos 23 dias dentro do hospital”.

Sim, Carlos cuidou do pai com extrema dedicação. Não arredou o pé do hospital. Trocou o dia pela noite. E certamente não foi por ambição.

Foi o filho que acompanhou todo o calvário de Jair Bolsonaro. Dizem que é o mais próximo. O fato é que entre os três mais velhos, é o único que não foi candidato e assim teve a possibilidade de se dedicar integralmente na recuperação do pai. Para tanto, se licenciou de seu mandato na Câmara Municipal do Rio de Janeiro.

O presidente da República, após a vitória eleitoral, em reconhecimento a toda a dedicação do filho e ao seu notável talento, resolveu bancar a sua ida para a pasta da Comunicação. Carlos não aceitou. Vai concluir o seu mandato como vereador. Não teve tal ambição.

E no dia da posse, contrariando aos conselhos do general Heleno e do próprio Carlos, o presidente resolveu fazer o cortejo em carro aberto.

Diante da decisão do pai, Carlos não titubeou, subiu no carro e, visivelmente nervoso, foi junto, no banco traseiro. Ali, sem dúvida, predominava o instinto de proteção, que ficou muito mais forte durante os 23 dias no hospital.

Durante o cortejo, ao perceber que estava tudo tranquilo e em segurança, Carlos simplesmente desapareceu.

Marvio dos Anjos, jornalista da Época, após cravar a indecência de que "a posse de Bolsonaro não deixa grandes memórias para as páginas da história", conseguiu enxergar na atitude de Carlos “o filho mais ambicioso de Jair Bolsonaro”.

Torpeza ou falta de assunto?

Veja abaixo a publicação de Época e a compreensível reação de Carlos.

Na sequência, o memorável discurso de Michelle.

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