Última participação de Zanin no processo do sítio tem 1643 páginas e nenhuma novidade

Uma lástima as alegações finais do processo do sítio de Atibaia, apresentada pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Sem qualquer conteúdo ou argumento novo, uma enfadonha petição de 1643 páginas, assinada por Cristiano Zanin e mais nove advogados.

No esdrúxulo petitório, como já é de praxe, críticas e mais críticas ao ex-juiz Sérgio Moro e críticas a juíza Gabriela Hardt, numa clara antecipação das razões recursais, vez que ela deverá prolatar a sentença nos próximos dias.

Em caso de condenação, Lula já será considerado reincidente na prática dos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, devendo então a magistrada determinar a expedição de seu segundo mandado de prisão.

Numa de suas esdrúxulas argumentações, Zanin sustenta que trechos da delação de Antonio Palocci tiveram seu sigilo retirado por Moro a poucos dias do primeiro turno da eleição como forma de prejudicar o ex-presidente e o PT.

Como assim? O ex-presidente não era candidato. Onde está o prejuízo?

Com relação a juíza Gabriela Hardt, a defesa alega que ela teria sido autoritária e agressiva no depoimento do petista.

Nesse sentido, como argumento, Zanin utiliza o fato da primeira dama do país ter usado recentemente uma frase dita por Gabriela no interrogatório de Lula, "Se começar nesse tom comigo, a gente vai ter problema".

Na realidade a juíza apenas manteve a sua autoridade, diante de um réu petulante e desrespeitoso.

A frase foi justamente a maneira encontrada pela magistrada para delimitar a distância e os limites que deveriam haver entre réu e juiz.

Quanto a frase que virou camiseta, tornou-se viral nas redes sociais, com o povo aplaudindo a atitude de Gabriela Hardt.

Michelle tão somente prestou à sua homenagem a uma grande mulher.

Amanda Acosta

Articulista e repórter
amanda@jornaldacidadeonline.com.br

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