Os governadores nordestinos aumentam o “buraco” dos seus estados

A “contabilidade” da pseudo-federação brasileira não é nada justa em relação aos Estados e Regiões que mais trabalham e produzem. Do “bolo” concentrado em Brasília, uns remetem mais tributos federais do que recebem em retorno, e outros, ao contrário, recebem mais do que contribuem.

Numa época em que são raras as disponibilidades financeiras públicas para investir em setores que podem ajudar na produção de riquezas e bem estar da sociedade, sem dúvida as despesas com SEGURANÇA PÚBLICA não “somam” para o desenvolvimento, não trazem nenhuma riqueza.

Ora, a (in)-segurança pública no Brasil assumiu contornos sem similares no mundo. Grande parte das verbas disponíveis pelos Governos Federal e Estaduais são destinadas à segurança pública. A Força Nacional é bom exemplo de um “sumidouro” infindável de recursos. São verbas federais enormes que sustentam esse órgão.

Recém instalado o Governo Bolsonaro, neste 1º de janeiro, começaram a surgir, especialmente na Região Nordeste do Brasil, muitos focos de tumulto orquestrados por Organizações Criminosas diversas, sem haver a reação que seria necessária pelos órgãos de segurança pública locais, sem que se descarte, ademais, até certos “incentivos” de governadores esquerdistas.

Interessante é observar que dos 9 (nove) Estados do Nordeste, 7 (sete) deles reelegeram Governadores afinados com a esquerda, filiados a partidos políticos sócios do famigerado “Foro San Pablo”, 4 (quatro) deles do PT (Rio Grande do Norte, Piauí, Ceará e Bahia), 2 (dois) do PSB (Pernambuco e Paraíba) e 1 (um) do PC do B (Maranhão). Acrescente-se ainda que Renan Filho (MDB - Alagoas) teve o apoio do PT.

Outra observação interessante é que desses 7 (sete) Estados nordestinos governados pela esquerda, nada mais, nada menos, do que 6 (seis) deles são DEFICITÁRIOS, arrecadando MENOS tributos federais do que recebem em retorno. Apenas Pernambuco “escapa”, tendo enviado 22 bilhões e recebido em retorno 17 bilhões de reais.

Mas apesar de arrecadarem bem menos do que recebem da União Federal, esses Estados Nordestinos não estão “poupando” os recursos do Tesouro Nacional gastos com segurança pública para socorrer os seus problemas internos de segurança.

Quanto deve estar custando aos cofres públicos federais o envio da Força Nacional para enfrentar os tumultos e depredações criminosas que estão ocorrendo agora no Ceará? Quais são os “contribuintes” que estão pagando essa “conta”? Será que esses recursos não estariam fazendo falta na região que o produzi?

O Brasil pode ser considerado uma federação justa?

Sérgio Alves de Oliveira

Advogado, sociólogo,  pósgraduado em Sociologia PUC/RS, ex-advogado da antiga CRT, ex-advogado da Auxiliadora Predial S/A ex-Presidente da Fundação CRT e da Associação Gaúcha de Entidades Fechadas de Previdência Privada, Presidente do Partido da República Farroupilha PRF (sem registro).

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