A humilhação internacional de nossa Suprema Corte

Em toda essa história do terrorista Cesare Battisti, quem sai internacionalmente humilhado é o Supremo Tribunal Federal e suas escorregadias togas negras esvoaçantes, feito 'gata em teto de zinco quente'.

O Governo da Itália fez questão de agradecer ao empenho do Presidente Jair Messias Bolsonaro e ao Departamento de Inteligência da Polícia Federal - PF, mas preferiu nem deixar o fugitivo pisar em solo brasileiro, pois um pedido de Habeas Corpus já aguardava na mesa do ilustre Presidente do STF, plantonista neste recesso do Poder Judiciário.

Minutos após divulgada a decisão oficial de que Battisti voaria de Santa Cruz de la Sierra direto para Roma, sem escala em Brasília, o Ministro Dias Toffoli oportunamente negou o HC que, óbvio, à essa altura já não tinha qualquer valor jurídico efetivo.

Enfim... este foi apenas o ato final de uma imensa peça teatral encenada pelo Poder Judiciário do Brasil para favorecer um fugitivo internacional enquanto este gozava da dileta amizade do Rei e sua corte de horrores.

A pergunta é: até quando o STF vai continuar se inspirando tanto em Tennessee Williams e tão pouco na Constituição da República Federativa do Brasil?

Helder Caldeira

Escritor, Colunista Político, Palestrante e Conferencista
*Autor dos livros “Águas Turvas” e “A 1ª Presidenta”, entre outras obras.

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