Todas as ditaduras desarmaram os seus cidadãos

A Suíça é um dos países mais armados do mundo, mas tem índices baixíssimos de criminalidade. Mas o Japão tem lei de desarmamento, e também tem índices baixos. Nos EUA, os estados mais violentos não coincidem com os estados que liberam armas. Nem com os que proíbem.

Se alguém quiser provar que liberação de armas diminui os crimes, vai achar meio mundo de pesquisas dizendo isso. Mas quem quiser dizer que armas aumentam os crimes também vai achar meio mundo de pesquisas corroborando com a tese.

Liberar ou não a posse e o porte de armas não tem exatamente a ver com segurança pública, tem a ver com liberdade. Não é à toa que todas as ditaduras desarmam os cidadãos.

A gente se acostumou a ter que justificar a liberdade, mas a lógica deveria ser inversa: se não há um motivo muito forte para cercear uma liberdade, ela não deve ser cerceada.

E se o assunto é tão controverso e as pesquisas não convergem para um mesmo resultado, é porque a proibição de armas foi uma atitude arbitrária e autoritária, até porque foi feito um plebiscito popular, que decidiu o inverso do que foi aplicado.

Se os iluminados que decidiram isso estivessem tão certos, não estaríamos hoje com esses índices absurdos de violência. Poderia estar pior? Sim. Mas poderia estar melhor também. Não sabemos. E isso já é suficiente para não proibir as pessoas de se defenderem com armas, se assim desejarem. Na dúvida, escolha sempre a liberdade.

Eu não pretendo ter armas. Graças a Deus, moro e trabalho em lugares relativamente seguros, e ainda não senti essa necessidade. Mas tem muita gente que mora onde a polícia não chega, ou onde os bandidos moram ao lado.

Claro que não é o caso de 99% dos desarmamentistas...

(Texto de Priscila Chammas. Jornalista)

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