General, amigo de Bolsonaro, desmente O Globo sobre contratação pela Odebrecht

Uma nota do colunista Lauro Jardim do jornal O Globo, publicada nesta quinta-feira (16) e repercutida por inúmeros outros veículos de comunicação, fez alusão ao General Paulo Chagas, amigo do presidente Jair Bolsonaro, atuante ativista nas redes sociais e ex-candidato a governador de Brasília.

Na nota, o jornalista afirma que a Odebrecht estaria negociando a contratação do general para chefiar o seu escritório em Brasília e que o nome de Paulo Chagas já havia sido, inclusive, apreciado pelo conselho de administração do grupo.

A intenção maldosa da nota é evidente. De maneira dissimulada tenta usar o nome do general para fazer uma ligação entre Bolsonaro e a Odebrecht.

O general encerrou a conversa de maneira bastante elegante, com a seguinte postagem nas redes sociais:

MINHA CONTRATAÇÃO PELA ODEBRECHT
Caros amigos
Como todas as empresas atingidas pela Lava Jato, a Odebrecht tem, neste momento, por objetivo principal o saneamento do seu nome pela desvinculação de qualquer comprometimento político, partidário, ou ideológico.
A aproximação ao PT e ao governo liderado por ele, resultou em graves prejuízos financeiros e morais à empreiteira, e vinculou a sua imagem à prática da corrupção.
A recuperação passa, portanto, por mudanças de atitudes e de personagens e pelo afastamento claro e visível de todos os relacionamentos com o governo que não os estritamente institucionais.
Em consequência, para eliminar a possibilidade de que a nova postura da empresa seja confundida com mais do mesmo com sinal trocado, as contratações de recursos humanos privilegiam os cidadãos desvinculados ou que se proponham a desvincular-se da crítica à política como ela é e que sejam, de todas as formas, dissociados do atual governo.
Em que pese o meu respeito às boas intenções da empresa, mas, considerando os compromissos que tenho comigo mesmo e com as posições e atitudes que tomei e adotei durante toda a minha vida, essas condicionantes inviabilizam qualquer acordo e a minha contratação, agora ou no futuro, pois o meu pacto de consciência está acima de interesses ou de compensações e o abandono do que chamo de obrigações cidadãs está fora de qualquer cogitação.
Conclusão, NESSAS CONDIÇÕES, respondendo aos que especulam em torno do assunto, como o Sr. Lauro Jardim, do OGlobo, não serei, em tempo algum, contratado pela Odebrecht.
General Paulo Chagas
da Redação

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