Situação de Cunha é praticamente irreversível

Extratos bancários da Suíça atestam que o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), usou empresas offshore para movimentar contas bancárias no País. 
Documentos enviados ao Brasil confirmam o depoimento do lobista João Rezende Rodrigues, um dos presos na Operação Lava Jato.
Desta forma, o próprio PSDB, que vinha mantendo uma posição de apoio ao presidente da Câmara, deve pedir a renúncia de Eduardo Cunha, pois nesta terça-feira (6) ameaçou ações nesse sentido no caso do surgimento de documentos que comprovem efetivamente as tais contas no paraíso fiscal. 
Os documentos já existem e deverão vir a público nos próximos dias.
A avaliação generalizada é que a situação está ficando "insustentável", mas ainda se cogita buscar uma "saída honrosa" para o peemedebista.
Vários parlamentares já se manifestaram publicamente em defesa do afastamento de Cunha. 
Na semana passada, o Ministério Público suíço comunicou à Procuradoria-Geral da República no Brasil a transferência de autos de uma investigação criminal aberta no país europeu que identificou ao menos quatro contas atribuídas a Cunha e parentes. Pelo menos US$ 5 milhões teriam sido bloqueados. De acordo com os procuradores da Suíça, ele foi informado sobre o bloqueio das contas - antes, Cunha negara que tivesse sido avisado pelo país europeu.
O presidente da Câmara já foi denunciado no Supremo Tribunal Federal por corrupção e lavagem de dinheiro. Ele é acusado de receber propina de US$ 5 milhões em contratos de navios-sonda da Petrobrás. Cunha nega envolvimento com os crimes investigados pela Operação Lava Jato e sustenta que não possui contas na Suíça, a exemplo do que fez em depoimento na CPI da Petrobrás, em março.


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da Redação

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