O petista perguntando do Queiroz é como o Maníaco do Parque reclamando que você olhou para uma bunda na rua

"O petista perguntando do Queiroz é como o Maníaco do Parque reclamando que você olhou para uma bunda na rua" - Tom Martins.

Curioso notar a celebração de petistas eleitores de Haddad, após 13 anos de cleptocracia assumida, aplaudida e relativizada, com o caso Queiroz, nas redes.Não percebem que o fato de haver eleitores que cobram seus representantes é o mínimo para uma democracia. Estranho seria o oposto. Estranhíssimo é gostar de ser roubado, votar em ladrões confessos e dirigentes partidários, como prova a abertura de dados do BNDES hoje, traidores do Brasil.

O volume pornográfico dos valores emprestados, ou dados, com taxas de juros que nenhum cidadão mantenedor deste banco tem acesso, deveria causar uma sensação de repulsa em qualquer brasileiro. Deveria reiterar o óbvio: é preciso, para ontem, menos presença do Estado no jogo. No entanto, não.

Votaram no holofote de presídio que traria tudo de volta, inclusive sigilos sobre os dados do BNDES, com a consciência mais leve do mundo. Viraram, do dia para noite, quase-santos que a tudo fiscalizam. Anteontem, achavam que moral era algo de burgueses, hoje são seus guardiões. Os apoiadores de trabalho escravo cubano, vejam, são o Norte moral. A quem pensam que enganam?

A maior prova do comportamento bovino de um petista junto a seus líderes, é rir, tripudiar e ironizar um eleitor que corretamente cobra explicações de um homem público, funcionário do Estado, portanto empregado do povo brasileiro.

Por 13 anos, este país ficou de cabeça para baixo. Até a matemática deixou de ser lógica. Estes dados do BNDES provam isto. Provam o quão organizada é esta quadrilha que nos assaltou enquanto falava de "menos ódio, mais amor". Não é de se estranhar, portanto, que, tentando voltar ao normal, tudo que é óbvio pareça extraordinário e atípico no Brasil.

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