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Como o partido chinês humilhou os parlamentares brasileiros

Um dia vocês vão entender a força do partido chinês.

Fomos acostumados a achar que o PT, uma quadrilha liderada por meia dúzia de bandidos pés de chinelo, é um bicho papão.

A China é o partido e o partido é a China.

Um sub-governador local chega, aos trinta anos, administrando um distrito com 100 milhões de pessoas.

Antes dos trinta ele já passou por quinze concursos públicos e concorreu com centenas de competidores internos.

Ele já se educou, inclusive, militarmente.

Chegou lá não só porque "mereceu"; ele sobreviveu. Execuções, exílio, prisão perpétua e trabalhos forçados são um fantasma constante aos candidatos às mais altas camadas do comitê.

Aqui no Brasil? Temos um operador de direito, do nono período (!), extremamente capacitado.

Por um punhado de passagens aéreas, petiscos e alguns quartos num hotel quatro estrelas os chineses racharam a base do PSL.

O partido do atual Presidente da República se encontra em pé de guerra, com seus eleitores mordendo as canelas dos próprios parlamentares.

KGB pra quê? Sempre tivemos vocação a entregarmos tudo por espelhos.

Quanto custou tudo isso? 100 mil dólares? 150 mil?

Por alguns tostões eles expuseram a fragilidade do partido, humilharam os parlamentares e revelaram a fraqueza da situação. Saiu de graça.

A China não precisou de mais do que 24 horas para mostrar que a nossa "nova era" ainda não saiu das redes sociais e ocupou o mundo real.

Perto deles, ainda somos todos menininhos de Facebook.

Caipira é pouco...

Ícaro de Carvalho

Criador da empresa O Novo Mercado

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