Chacina em Osasco foi realmente vingança insana contra pessoas inocentes

A chacina que vitimou 19 pessoas há quase dois meses em Osasco e Barueri, na Grande São Paulo, foi vingança pela morte de um policial militar e de um guarda-civil na região. A força-tarefa que investiga o caso já confirmou esta suspeita.
Assim, diante da constatação, a força-tarefa criada para investigar o caso, prendeu preventivamente nesta quinta-feira (8) cinco policiais militares e um guarda civil, suspeitos de envolvimento com a série de assassinatos. Já estava preso o soldado da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) Fabrício Emmanuel Eleutério.
Conforme explicou o delegado responsável pela investigação, Luis Fernando Lopes Teixeira, os suspeitos foram presos depois de uma série de indícios constatados durante as apuração, como exames balísticos, reconhecimento fotográfico e presencial, quebra de sigilo telefônico e, principalmente, contradições nos depoimentos e quebras de álibis.
Teixeira também relacionou a chacina com quatro mortes cometidas cinco dias antes. Segundo ele, isso foi possível por meio da perícia balística, que constatou que as armas utilizadas nos dois eventos eram as mesmas. Dessa forma, sobe de 19 para 23 pessoas o número de mortos - outras sete ficaram feridas. A força-tarefa também concluiu que, no total, quatro grupos de armas foram usadas nos eventos, além de um Renault Sandero na cor prata, que esteve em três locais, um Peugeot prata, também visto em três eventos distintos, e um Honda Civic preto, reconhecido em um local.
Agora, os policias presos serão ouvidos, indiciados e levados para o presídio da Polícia Militar Romão Gomes, no Tremembé, Zona Norte da cidade de São Paulo.
O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Alexandre de Moraes, ressaltou que, neste momento da investigação, "não há dúvidas de que os assassinatos foram motivados pela morte de um policial militar e de um guarda civil metropolitano" dias antes dos ataques. 
Contudo, Moraes afirmou que nenhuma das vítimas fatais tem relação com as mortes desses agentes. "É selvageria. Eles vitimaram pessoas inocentes, o que torna ainda mais cruel os atos cometidos por eles", disse o coronel corregedor da Polícia Militar, Levi Félix


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da Redação

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