A eleição de 2018 só termina no último dia do mandato de Jair Bolsonaro

A eleição de 2018 não terá fim enquanto houver governo Bolsonaro.

Os ditos “democratas” da esquerda governaram quase que a totalidade do Brasil República, com exceção do período militar. No período pós constituição de 1988 só tivemos governos progressistas, mesmo a sociedade brasileira sendo majoritariamente conservadora, como apontam pesquisas, inclusive dos institutos de esquerda.

A questão é: por que o Brasil demorou 30 anos para eleger um governo que refletisse os anseios da sociedade?

A resposta é simples, nestes últimos 30 anos foram criadas falsas dicotomias de oposição entre o Partido dos Trabalhadores (PT) e o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), quer dizer, o PSDB partido que também representa a esquerda foi posto como antagonista ao PT, com isto se criou a ilusão que a política brasileira estaria representada por outro viés ideológico, portanto a população brasileira vivia com a falsa ilusão de escolha.

A ausência de uma oposição realmente de direita se deve ao massacre cultural das ideias conservadoras e liberais que a esquerda conseguiu realizar nos últimos 50 anos no Brasil.

Após 30 anos temos um governo conservador nas relações sociais e pró liberdade econômica.

Esta alternância de poder é algo que possibilita um arejamento da democracia, tendo em vista que as ideias se renovam.

Entretanto, a esquerda tende a tornar o ambiente extremamente hostil ao novo governo, por meio dos chamados “movimentos sociais”, por meio da ala esquerdista da igreja católica e evangélica que levam desinformações aos fiéis, além da impressa aparelhada quase que em sua totalidade pelo PT e pelas ideias esquerdistas. Quanto imprensa devemos ser bastante céticos no que concerne a sua isenção.

Temos menos de um mês de mandato e já foram realizadas algumas mudanças na área econômica, segurança pública, relações internacionais entre outras áreas. Quais dessas mudanças você viu repercutir de maneira positiva na mídia? Isto mesmo, nenhuma. Claro que essas mudanças não se refletem de imediato na vida do cidadão, porém é visível um governo com a intenção de cumprir suas promessas.

Temos em voga o caso Queiroz, mais do que uma investigação, se busca uma desestabilização do governo que começou a engatinhar, não estou dizendo que o Senador não deve ser investigado, ao contrário, é preciso uma investigação séria e esclarecedora e havendo irregularidades o mesmo deverá responder conforme estabelecido na Lei. Não espere dos eleitores conservadores e liberais defesas cegas de políticos comprovadamente corruptos e desonestos, não morreremos abraçados.

Mas vamos aos fatos. Estão fazendo muito barulho para pouco som, isto é inegável. Temos outras questões que deveriam receber a mesma atenção.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) deu publicidade as suas contas, e sem grandes análises já é possível observar os desvios de função praticado pelo banco ao logo dos governos petistas, as delações do Palocci incriminam ainda mais o ex-presidente Lula.

Liberais e conservadores que votaram por mudanças precisam ter discernimento para não serem enganados.

O eleitor que votou no Bolsonaro já deveria ter em mente que muita gente iria jogar contra os interesses do governo e da nação. É preciso saber ponderar o que é dito pela grande mídia, visto que existem os interesses nacionais, mas também existem os interesses ocultos.

Vejamos o exemplo do decreto de posse de arma de fogo. O Ministério Público Federal (MPF) já pediu a Procuradoria Geral da República (PGR) para entrar no Supremo Tribunal Federal (STF) com uma ação de descumprimento de preceito fundamental (ADPF). A ideia é suspender o decreto, vale ressaltar que o decreto em questão não trouxe grandes modificações, tão pouco tem a capacidade de inundar a sociedade brasileira com armas de fogo.

O governo Bolsonaro tem os elementos necessários para realizar uma excelente gestão: a mais competente equipe de ministros já formada no país e o apoio da população, que está consciente que as mudanças só virão no médio e longo prazo.

O momento atual do Brasil nos permite fazer a seguinte analogia: o país está com uma ferida infeccionada, só é possível curá-la limpando e medicando, entretanto, essas medidas irão doer no começo, mas no médio prazo ela começará a cicatrizar.

Acredito que esse será um governo descentralizado da figura do presidente, quer dizer, temos o Sérgio Moro, Paulo Guedes, Ernesto Araújo entre outros ministros que vão tomar para si o papel de protagonistas ao longo do governo.

Contudo, o maior ator neste cenário deve ser a população que precisa se manter alerta contra os oponentes do interesse nacional.

O jogo é simples, de um lado temos pessoas querendo que o país trave e de outro temos pessoas que querem que o país dê certo.

Calebe Coelho

Professor de sociologia e gestor de políticas públicas. 

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