Discurso de Bolsonaro em Davos foi realista, objetivo e não foi escrito por marqueteiros

Vi atentamente o discurso de Bolsonaro em Davos.

Curto, objetivo, sem promessas mirabolantes, pela primeira vez tirando o Brasil da posição de carrasco do meio ambiente. Mas o que mais me impressionou foi a absoluta falta do “eu sou foda”.

O que vi foi um sujeito dizendo que tem toda a casa pra arrumar, que a limpeza vai dar trabalho, que não tem milagre e que é em sua equipe, não em soluções mágicas saídas de sua mente privilegiada, que estão as respostas. Ponto.

Você ficou indignado porque ele só falou seis minutos, não entrou em detalhes e foi medíocre como um Bolsonaro deve ser? Eu entendo você. Pra quem passou os últimos 30 anos ouvindo e acreditando em discursos populistas e mitômanos, escritos por marqueteiros pagos a peso de ouro e repletos de bravatas, certamente foi um choque.

Bolsonaro não é o cara. É só um cara. Exatamente o que precisamos para sair do mundo dos sonhos para a realidade.

Dói, né?

(Texto de Luciano Pires, profissional de comunicação).

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