Lava Toga: Léo Pinheiro delata o corregedor do CNJ

A bagatela de R$ 1 milhão de reais teria sido o valor repassado pela OAS para o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e atual corregedor do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) Humberto Martins, em troca de ajuda num recurso que tramitava na corte. Pelo menos, é esse o teor de parte da delação premiada do ex-presidente da empresa Léo Pinheiro.

O acordo já foi devidamente fechado como a Procuradoria Geral da República e aguarda a homologação pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo, Léo, a propina foi fechada com o filho do ministro, o advogado Eduardo Felipe Alves Martins, que inicialmente teria pedido R$ 10 milhões, mas que acabou recebendo R$ 1 milhão, com o encaminhamento das negociações.

"Este valor de R$ 1 milhão foi pago da seguinte forma: R$ 820 mil em espécie entregue em um flat no Lago Sul (em Brasília) de propriedade de Eduardo Martins e R$ 180 mil através de contratos de honorários fictícios realizados por fornecedor da OAS. O contrato em questão foi celebrado em 30.10.2013 com pagamentos realizados em 16.12.2013 e 16.01.2014, de R$ 90 mil cada", afirmou Léo Pinheiro na delação.

A ação tinha como parte contrária a Prefeitura de Salvador.

Ainda, de acordo com o que foi delatado, o serviço que coube ao ministro em troca da propina, consistia em protelar ao máximo o julgamento de um recurso proposto, até que a ministra Eliana Calmon se aposentasse e deixasse o STJ, conforme já havia anunciado. Calmon, baiana, pressionava por agilidade no julgamento.

De fato, por interferência do ministro o julgamento foi protelado por diversas vezes.

Tanto o ministro, quanto o filho negam peremptoriamente as acusações.

Fonte: Folha de S.Paulo

da Redação

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