A lição que fica do confronto no Morning Show

O que o confronto entre o Caio Coppola e a bancada do Morning Show demonstra é que, na hipótese de enfrentamento entre um conservador esclarecido e um progressista esclarecido (um oximoro, eu sei, mas vamos supor que isso exista a bem do exemplo), é impossível que o progressista vença no argumento, pela simples razão de que o conservador lida com a realidade e com os fatos como eles são, e o progressista com a utopia, ou com o mundo como ele queria que fosse.

Diante disso, o progressista ou apelará à histeria (Fefito) ou tentará silenciar o interlocutor valendo-se de sua posição de poder relativo (Edgard).

É exatamente por isso que todos os regimes socialistas na história foram regimes de partido único - a única coisa que um esquerdista não pode aceitar em hipótese alguma é o contraditório. O simples diálogo pra eles é uma ameaça, e daí se segue que as mesas de "debate" desse pessoal em universidades e redações é curiosamente composta por gente que concorda em tudo.

Se o tal do Edgard Piccoli fosse um ditadorzinho com algum poder, o Caio Coppola estaria nesse momento no fundo de algum rio.

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