JM Almeida

João Maurino Sernaglia  Almeida Filho. Bacharel em Ciências Econômicas e Ciências Jurídicas. Professor liberal de Matemática Financeira Aplicada. Investigador da Filosofia. Investigador Criticista/Racionalista

Sem timoneiro, sem rumo, sem saco

Em duas notas

Li tanto quanto pude entre jornais e revistas neste final de semana. À minha frente a visão de um muro alto e escuro com jeitão de intransponível. Pessimismo? Quem sabe! Esperança? Sempre. Realismo? Sem dúvida. Abro os olhos. O coração aumenta no peito. Não sei se de raiva ou súbita compreensão. Que droga!, pensei. Virei para o outro lado e vi um bloco de papel e uma caneta. Perguntei: - E aí? Alguma inspiração? Não, só preguiça e raiva. Ah, mas é difícil ter a garganta inchada parecendo nó de adão. Tento escrever... e nada. Sem com quem falar, insisto a pena no papel, que fura, rasga como está rasgada a minha paciência nessa hora. Me revolvo na poltrona. O muro volta a aparecer e eu nem sequer havia cerrado os olhos. Miseráveis, desgraçados todos eles. Eu pretendia um feriado tranquilo; quietude na mente e barulhento com meus filhos e esposa, mas... não saem da minha cabeça essas pulhas. Parece que andei lendo textos velhos, de coisas passadas. Sempre cultivo o alento de que as coisas mudaram. Levanto e vou direto para o computador com apenas duas notas.

1. Certo! Ocorre que PT não é partido; está mais para seita. Seita não se credita em ideologia, mas em dogmas. Dogmas servem exclusivamente àqueles que os constroem obedecendo a fatos que beneficiam unicamente aos papas sectaristas. Teses do passado - que já se mostraram ineficazes - são apenas lemas em bandeiras esgarçadas que continuam sendo agitadas por almas caídas em desgraça pela crença irresoluta de que estão no caminho certo e justo, e por isso bramem enquanto marcham para o abismo sociocultural - vítimas da ditadura do proletariado disfarçada de políticas sociais. Faz, a seita, incutir a ideia de que a desgraça da miséria na América Latina é exclusivamente devida ao que chamam de imperialismo americano; não querem reconhecer a incapacidade e incompetência de um continente ao Sul e ao Ocidente de se fortalecer como Nações. A Europa, onde se aglutinam as civilizações mais antigas, sofre de males quase similares aos nossos; Brasil sempre foi o país do futuro, e a depender dessa gente, continuará a ser...! O futuro é que está mais distante. Em verdade está lá no passado.

2. Isso! na mosca. Democracia se fortalece com mais democracia. Ocorre que, qualquer regime ou forma de governo pressupõe o homem; aqui reside o maior dos problemas. A democracia nas mãos inescrupulosas é arma que mata quando não destrói. É preciso resgatar os valores éticos e morais começando pelos incumbentes da direção de nosso país. Se for verdade que o melhor exemplo vem de cima - e eu acredito nisso - tanto melhor e mais fácil será reformar o caráter do cidadão brasileiro já tão vilipendiado em gerações. Muito perdemos com a ditadura militar, mas ainda continuamos perdendo com os governos civis que se sucederam até aqui. Talvez, quem sabe, tenhamos ainda um superávit moral e a ética perto do centro da meta - ainda desconfio do homem que ganha o cavalo e sem lhe examinar os dentes logo o cela e sai por aí!

Arre! Que saco!

JM Almeida

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João Maurino Sernaglia  Almeida Filho. Bacharel em Ciências Econômicas e Ciências Jurídicas. Professor liberal de Matemática Financeira Aplicada. Investigador da Filosofia. Investigador Criticista/Racionalista

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