Ministro do STF pode lavar dinheiro?

É esse o questionamento que paira sobre a cabeça das pessoas de bem desse país.

Uma autoridade decente, escorreita, em dia com suas obrigações e avessa a ilícitos, deve se orgulhar de ser fiscalizada e poder demonstrar aos eventuais servidores incumbidos da tarefa e a própria sociedade, a lisura de seu comportamento.

Já diz o dito, “quem não deve, não teme”.

Entretanto, no avesso da decência, um ministro do Supremo Tribunal Federal movimentou a República nesta sexta-feira (8) tão logo tomou conhecimento que a Receita Federal do Brasil estava fiscalizando a sua vida e a da esposa.

O ministro intocável fez chegar suas lamúrias ao Presidente do Supremo Tribunal Federal, a Procuradora Geral da República, ao Ministro da Economia e ao Secretário da Receita Federal.

O detalhe é que a tal investigação já apontava indícios da prática dos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e tráfico de influência do ministro e da mulher dele.

Diante disso, parece que encontramos o que motiva a reação violenta.

Neste momento, é importante que os auditores da Receita Federal recebam do estado a cobertura e a garantia da continuidade de seu trabalho.

Os fatos demonstram que urge a Lava Toga.

Amanda Acosta

Articulista e repórter
amanda@jornaldacidadeonline.com.br

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