Programa da Fátima: o maior abismo da mídia para com a população real

Como diriam os menos jovens: "Pululam" nas redes boatos de que o programa "Encontro com Fátima Bernades" será extinto. Uma excelente notícia.

Esta atração é, simbolicamente, a maior representante do abismo da mídia para com a população real -- lembram-se da brava Dona Regina perguntando sobre a criança, no episódio do Museu, diante de uma atriz incrédula com aquele alienígena tentando contato?

Quando uma equipe insiste em lacrar para ganhar pontos com seus colegas de militância no boteco chique, o resultado é este. Curioso observar que, por causa desta atitude irresponsável e egoísta, os empregos de dezenas de funcionários de bastidores que têm horror ao lacre estão em risco, funcionários estes que se enquadram no estereótipo que os paladinos da justiça juram defender: são trabalhadores aguerridos e humildes, que precisam pagar suas contas no final do mês. Os lacradores psolistas pensam nisso?

Não, né? Pensar dá um trabalho danado. O que importa é o amigo descolado aplaudindo a ousadia de levar para um canal de tv aberta temas que não têm audiência nem no campus enfumaçado da UERJ.

O "Encontro" foi tão longe, mas tão longe em sua sede de militância, que até o site ultra-esquerdista Diário do Centro do Mundo fez um texto sobre a "fórmula exaurida" da atração. É como conseguir chocar o Stálin com excesso de violência.

Enquanto permanecer imune aos recados da maioria silenciosa, como o das últimas eleições, a imprensa tradicional continuará sem entender algo simples: lucro e lacre são, felizmente, como água e óleo: não se misturam.

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