Senador defende Estatuto do Desarmamento na contramão da vontade popular

Há políticos que não estão poupando esforços para atacar o pacote Anticrime de Sergio Moro, sobretudo no que se refere às alterações recentes relacionadas à posse de armas.

A liberação da posse de armas de fogo no Brasil foi criticada por Eduardo Girão (Pode-CE). O senador atacou o projeto na tribuna na última quinta-feira (14), afirmando que o número de mortes será muito maior se o governo cometer o equívoco de facilitar o acesso às armas.

Para o parlamentar:

"A arma de fogo é um instrumento que foi concebido, no século 15, com um objetivo: matar. A gente não tem como dourar a pílula sobre isso. E eu acredito muito que um controle de armas rigoroso é o que um país, que realmente defende a vida, que defende realmente valores e princípios, deve adotar."

Girão elogiou o Estatuto do Desarmamento, que considera um bem-sucedido trabalho do governo PT, pois foi responsável poupar 160 mil vidas, desde em 2003, quando entrou em vigor. Para o senador, dar o porte de armas para a população é o mesmo que "apagar o incêndio da segurança pública jogando querosene, jogando gasolina". Segundo ele, 80% das pessoas que reagem a um assalto e estão armadas ou perdem a arma ou perdem a vida.

A fala de Eduardo Girão vai na contramão da vontade popular e de uma das principais promessas de campanha de Jair Bolsonaro. O General Mourão, vice-presidente da República, havia comentado em entrevista recente que a flexibilização da legislação foi prometido e que, portanto, o governo não iria medir esforços para efetivar o seu cumprimento.

da Redação

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