Juíza pede indícios mais fortes para rever decisão e quebrar sigilos de Guido Mantega

A Operação Zelotes da Polícia Federal segue avançando e flagrando o envolvimento de inúmeras figuras envolvidas num bilionário esquema de corrupção no Conselho de Administração de Recursos Fiscais (CARF), que é o órgão da Receita Federal responsável por julgar os recursos administrativos de autuações contra empresas e pessoas físicas, por sonegação fiscal e previdenciária.
Conforme os relatórios das investigações da Polícia Federal, alguns conselheiros suspendiam julgamentos e alteravam votos em favor de determinadas empresas, em troca de pagamentos.
Há indícios de que o esquema teve início em 2005, mas as investigações só começaram em 2013. Os relatórios indicam que conselheiros e servidores do CARF manipulavam a tramitação dos processos e consequentemente o resultado dos julgamentos do Conselho. Os conselheiros que julgavam os processos recebiam suborno para que se reduzissem ou até anulassem os valores das multas nos autos de infração emitidos pela Receita Federal. 
Os investigadores recentemente pediram à Justiça Federal de Brasília a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Guido Mantega, ex-ministro da Fazenda de Lula e Dilma.
Eles sustentam que o ex-ministro da Fazenda agiu junto ao Carf para livrar um fabricante de cimento de autuação de 57 milhões de reais. A juíza negou o pedido, mas disse que pode rever a decisão mediante indícios mais fortes.


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da Redação

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