"Bolsonaro não é um Lula e nós não somos petistas com sinal trocado", diz general

"Votei em Jair Bolsonaro e me empenhei, no alcance das minhas possibilidades, para que ele fosse eleito e, com muita honra, fui apoiado por ele e por seus filhos na disputa pelo governo do Distrito Federal.

Não o fiz por interesse pessoal, mas pelo mesmo idealismo patriótico que motivou a maioria dos brasileiros a lutar com as armas da democracia pela mudança de rumo exigida pelo bom futuro do Brasil.

Não me arrependo das minhas escolhas e mantenho a confiança no Presidente e na equipe que ele escolheu para governar.

Por outro lado, nunca pactuei com a ideia de colar no candidato, agora Presidente, a imagem de MITO que, embora tenha surgido espontaneamente em manifestações populares, pode ser definido como "uma narrativa de teor fantástico e simbólico sobre alguém cuja existência não é real , normalmente excessiva e deturpada pela imaginação ou pela imprensa".

Ou seja, algo que não tem nada a ver com o que queremos do Presidente em quem votamos e que se encaixa perfeitamente na imagem criada em torno do ilusionista estelionatário que, preso, já acumula mais de 24 anos de cadeia.

O próprio Presidente, exacerbando a sua natural humildade, perguntado sobre o assunto, disse que a origem deve ter sido em seu apelido de menino: "Parmito".

Coloco-me também contrário à ideia porque, normalmente, acoplada a ela vem a prática do "Culto à Personalidade" que, em pesquisa superficial, pode ser explicada como "uma estratégia de propaganda política baseada na exaltação das virtudes - reais e/ou supostas - do governante, frequentemente encontrada em ditaduras, que existe desde a Revolução Francesa, quando os líderes políticos deixaram de ser vistos como representantes de terceiros para serem vistos como representantes de si mesmos.

Stalin, Hitler, Mussolini, Mao, Saddam, Kim Il-sung e Kim Jong-il, Fidel Castro, Hugo Chávez e Lula da Silva foram personagens cuja obra está intimamente ligada ao culto das suas personalidades".

Mais uma vez, sinto-me à vontade para afirmar que é algo que não se coaduna com o que queremos e com o que interessa ao Brasil e ao governo de todos e para todos que buscamos eleger e que, por óbvio nada tem a ver com a já citada humildade do nosso Presidente, cuja natural falibilidade de ser humano o coloca entre nós para construir conosco a grande obra para a qual foi escolhido a liderar-nos.

Pensemos nisso antes de associar ao Presidente algo que não se encaixa na sua personalidade, nem tampouco nos nossos já manifestados anseios patrióticos.

Bolsonaro não é um Lula e nós não somos petistas com sinal trocado!"

(Texto do General Paulo Chagas)

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