De maneira instantânea, o que antes era "manifestação artística" vira "quebra de decoro"

Esquerdistas e isentões esquerda-afetivos mudaram de opinião sobre o que antes chamavam de arte, cultura e forma de protesto.

Bastou o presidente postar em seu twitter imagens de um bloco de carnaval, onde participantes praticavam atos obscenos bizarros, para toda a mídia e seus fãs mudarem de opinião sobre o que antes chamavam de arte, cultura e forma de protesto.

Até poucos dias atrás, a maioria das pessoas que hoje acusam Bolsonaro de quebra decoro não achavam que era falta de decoro um candidato à presidência buscar conselhos com um presidiário na cadeia. Queriam até que o tal presidiário fosse o candidato.

Chamavam de manifestação artística um homem pelado brincando com meninas de 5 anos de idade; pessoas caminhando em círculos com os dedos nos ânus umas das outras; um paredão de mulheres urinando nas calças em um palco; pessoas defecando em fotografias na rua; vilipêndio a símbolos religiosos cristãos; atos de atentado ao pudor.

Não viam problema em crianças frequentarem exposições com conteúdo impróprio para menores. Também não viam problema nesse tipo ação receber incentivo público ou privado oriundo de isenção fiscal. Como ainda não vêem na forma que parte do carnaval é financiado: com dinheiro ilegal.

Agora, como por milagre, defendem que o presidente seja censurado e tirado do cargo! Mas não tem só petista nessa onda. Tem liberais também, que sonhavam com um presidente de botox e unhas feitas. Esse é o problema de alguns liberais: não entendem a guerra cultural.

ESTRATÉGIA - Para certos críticos, tudo não passa de uma forma do presidente criar polêmica para desviar o foco de outros assuntos. Isso faz certo sentido. Afinal, ele vem sendo combatido pela mídia mais do que qualquer outro político, e precisa reagir. Sendo assim, criar polêmicas é bom e fácil: basta expor a hipocrisia dos opositores.

O importante é que os valores de Bolsonaro estejam de acordo com a maioria da população que o apóia. Pois, ainda que governe para todos e não deva perder isso de vista, quem não gosta dele sempre irá reclamar.

Em tempo: não tenho nada contra quem possui gostos bizarros, desde que as práticas sejam em ambiente privado, de livre e espontânea vontade entre os envolvidos e não incluam menores ou incapazes. Então, se parte da mídia curte levar chuva de xixi e dedada no traseiro, que tenham um bom divertimento e parem de encher o saco.

Herbert Passos Neto

Jornalista. Analista e ativista político.

Comentários