Temer, o dinossauro, em liberdade, solto por uma subespécie de Gilmar Mendes

Os dinossauros reagem...

Longe, muito longe da extinção, os representantes da velha política - aquela mesma do atraso, do coronelismo e da velha prática de comprar tudo e todos - mostraram sua força.

Um velho brother, o desembargador Ivan Athié, acabou tirando da jaula Michel Temer, Moreira Franco e outros envolvidos na mesma quadrilha.

Athié não é lá uma florzinha que se cheire. Em 2004, foi afastado por sete anos do cargo, acusado de estelionato e formação de quadrilha.

Outro inquérito contra ele foi arquivado em 2008, pelo STJ, sob a alegação de falta de provas.

Outros tempos, tempos em que o PT dominava tudo e soltava todos os parceiros.

Em 2013, finalmente, o STF livrou a cara do indivíduo e trancou as ações contra ele.

Athié é uma espécie - ou subespécie - de Gilmar Mendes.

Sempre vota pela liberação de bandidos envolvidos em maracutaias, propinas e corrupção, como o caso do ex-presidente da Eletronuclear Othon Luiz Pinheiro ou o do bicheiro Carlinhos Cachoeira.

Ou o do ex-presidente da construtora Delta, Fernando Cavendish.

Ou o da ornamentada Adriana Ancelmo, mulher do corrupto Sergio Cabral.

A todos, Athié favoreceu ou tentou favorecer.

Aos velhos dinossauros da política que atrasam e emporcalham este país há décadas, conceitos como democracia ou ideologia são apenas detalhes de um jogo muito maior: o do poder.

A eles, pouco interessa essas minúcias, o que interessa é o poder e as ferramentas para mantê-lo.

Enfiados na vida política brasileira desde os tempos do regime militar, corrompem e são corrompidos faceiramente desde então.

Obtiveram, logo após o final do regime dos militares, as concessões e o domínio das telecomunicações em todo o país.

Foram as famílias Collor, Calheiros, Sarney e Magalhães fazendo uma porca festa, como se viu.

E como se vê.

Libertar um dos seus, Temer, era uma questão de honra.

Assim como é uma questão de honra para o gordinho folgado da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, encher o saco e medir forças com Bolsonaro, a respeito da famigerada reforma da Previdência.

Maia, estafeta dos dinossauros, não mede esforços para manter a velha política do toma lá dá cá viva.

Política que hoje todo brasileiro rejeita.

Se estão ou não à beira da extinção, não importa. É hora desses patifes serem enterrados.

Ou o país continuará em suas mãos sujas, atolado no atraso para sempre.

Marco Angeli Full

https://www.marcoangeli.com.br

Artista plástico, publicitário e diretor de criação.

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