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A certeira estratégia de Bolsonaro para derrotar o jogo sujo da imprensa e a velha política

A imprensa está velha, carcomida. Usam contra Bolsonaro a mesma agenda que usaram contra o presidente americano Ronald Reagan, quase quatro décadas atrás: pintar a imagem de um caipira iletrado que desconhece os meandros da política e é incapaz de dar rumos aos temas mais prementes à nação.

Agora, quase que para deixar claro que o "jornalismo" da mídia corporativa tradicional não passa de uma tentáculo da oposição, um bando de "jornalistas" raivosos simplesmente ignora que um dos motes - e uma promessa - da campanha de Bolsonaro foi romper com a tal da "velha política" e acabar com o "toma lá, dá cá". Xingam, denigrem, fazem chacota e exigem, com uma arrogância ímpar, "mais articulação" por parte do presidente. "Se a reforma afundar, é culpa do presidente. Esse mentecapto que não quer dialogar".

Questionado, Bolsonaro respondeu com frases simples que nenhum energúmeno desses "jornalistas capacitados, formados na área" foi capaz de destacar:

"O que é a articulação? O que falta eu fazer? Eu estou totalmente aberto. Não vão me arrastar para esse debate. Eu já entreguei o projeto, fiz a parte do executivo, agora é com o legislativo."

Simplório como sempre, Bolsonaro jogou a responsabilidade de volta para o Congresso com uma simples pergunta: "O que está faltando?" Cabe aos deputados responderem, por que não vêm a público fazê-lo? Que articulação é essa que precisa ser tratada tão particularmente? Bolsonaro não faz mais do que respeitar seus eleitores e cumprir o que prometeu.

E o Congresso como fica? Vai tendo a imagem ainda mais deteriorada, mostrando que continuam presos às velhas práticas moralmente perversas e desprezíveis e, com isso, sem perceber, aumentam sua rejeição frente à população, enquanto Bolsonaro sai como aquele que não deu o braço a torcer às velhas práticas.

Os parlamentares não perceberam que o caminho mais fácil para a reeleição é se aliar ao presidente e ter sua imagem atrelada ao projeto que pode desencadear, talvez, o maior ciclo de desenvolvimento sustentável da história do país.

Por outro lado, Bolsonaro é um conservador e sabe que o pragmatismo às vezes exige de nós o que bate de frente com nossas convicções. Bolsonaro sabe que a reforma é maior que uma promessa de campanha e pode, sim, ceder, a fim de aprovar o projeto. O que não é nada de mais, já que o dinheiro exigido pelos parlamentares JÁ É DESTINADO A ELES e seria apenas "antecipado".

Mas nesse caso, é claro que a Mônica Bérgamo, Helio Gurovitz, Leitão, Guga Chacra e outros bundas-moles que hoje pagam de "analistas com olhos que tudo veem" e exigem "articulação" não perderão tempo para fazer manchetes sensacionalistas como "Bolsonaro cede meio bilhão aos parlamentares para aprovar reforma da previdência", como se Bolsonaro estivesse tirando dinheiro dos aposentados para dar aos deputados ou como "Boolsonaro interfere no legislativo", ou ainda, "A hipocrisia e o estelionato eleitoral de Bolsonaro ao ceder à velha política". Bolsonaro também sabe que farão sua caveira nesse caso. Não existe boa notícia sobre o presidente na mídia corporativa. Essa é a lei.

Por isso, o melhor que Bolsonaro tem a fazer é exatamente o que tem feito: ir às últimas consequências e tentar aprovar a reforma nos seus termos. Ceder, só em último caso, pois sabe que sem esse projeto o país afunda. É a única maneira de calar os militantes travestidos de jornalistas e colocar os bandidos de terno no seu devido lugar.

Lívia Martins

Articulista e repórter
livia@jornaldacidadeonline.com.br

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