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Enquanto nós ríamos do Nhonho, ele aprontava mais uma

Enquanto a gente ria gostosamente do Nhonho, ele aprovou ontem a PEC do Orçamento Impositivo, que basicamente obriga o Executivo a pagar as emendas parlamentares. 90% do orçamento já era vinculado, e agora esse número bateu nos 99%, controlado por quem é fiscalmente irresponsável.

Trata-se de uma PEC de 2015, apresentada contra a então presidente Dilma Rousseff, com as assinaturas dos então parlamentares Jair Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro, e desenterrada ontem por um Presidente da Câmara com sede de vingança.

A PEC foi aprovada com os votos do PSL, com o apoio do líder do governo na Casa, e o presidente do Senado, que foi guindado à posição por Onyx Lorenzoni, já disse que vai pauta-la para votação o mais rapidamente possível.

Orçamento impositivo, só pra deixar claro, é precisamente o CONTRÁRIO do que Paulo Guedes sempre defendeu.

A tal da "Nova Política", pelo que entendi, deveria consistir no povo fazendo pressão em seus representantes eleitos para aprovação de matérias de interesse do país, dispensando o toma lá dá cá. Só faltaram explicar como o Seu João, pedreiro, e a Dona Maria, diarista, vão mandar e-mail pros seus deputados pressionando pela DRU e pelo Orçamento Base Zero, ou como é que esse pessoal vai se organizar pra ir pro meio da Paulista protestar pelo fim do BPC ou pela capitalização previdenciária.

Em 28 de outubro, aparentemente, nós elegemos um ensemble de gênios, porque até aqui só eles mesmos estão entendendo o que estão fazendo.

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