Battisti não matou Marielle, e isso é o que basta para a esquerda

O presidente do PSol, recentemente, postou:

“Li muito sobre o processo que levou à sua condenação. Acredito que as pessoas que o atacam o fazem porque desconhecem os detalhes do processo ou porque odeiam ativistas de esquerda. Creio na inocência.”

Um doutor em ciência política afirmou:

"Ele foi condenado sem qualquer prova, somente com base em delações premiadas de ex companheiros.”

Deputados do PSol, PT, PT do B foram até o presídio, seguraram nas mãos do encarcerado e gritaram a favor daquele que consideravam um perseguido político.

"Ninguém solta a mão de ninguém".

Não, essas manifestações e afirmações não foram a favor de Lula. Embora essas mesmas pessoas utilizem os mesmos argumentos em defesa do ex-presidente presidiário.

As manifestações foram em defesa de Cesare Battisti.

O criminoso italiano que foi acolhido por Genro (o pai não a filha), defendido e festejado pelos partidos de Genro (do pai e da filha), e teve sua liberdade assegurada pelo último ato de governo do presidente Lula.

Battisti confessou que matou.

Quatro pessoas, quatro vidas que não valem mais nem menos que a minha vida, que a sua vida, que a vida de seus filhos, a vida do presidente branco, ou da vereadora negra.

Vida é vida.

Quase quatro décadas se passaram entre a primeira condenação e o dia de hoje.

Os últimos 10 anos de liberdade do bandido podem ser colocados na conta de Lula, de seu ministro, dos deputados do PSol, do PT, de cientistas políticos geniais, de jornalistas de conversa afiada, de um bando de irresponsáveis que nos últimos anos descobriram que ofender a Justiça é a melhor forma de transformar um criminoso em herói.

Hoje há silêncio entre os defensores de Battisti. As famílias das vítimas tiveram que esperar 40 anos para que se fizesse justiça.

O assassino, descaradamente, afirmou:

'Quando matei, foi uma guerra justa para mim'

Há pouco mais de um ano uma vereadora do PSol foi brutalmente assassinada. E, se toda a investigação se confirmar, o caso entrará para o seleto grupo de crimes solucionados no Brasil, (apenas 6% de todos os assassinatos no país que mais mata no mundo).

A pergunta: “Quem matou Marielle?” virou argumento para encerrar qualquer discussão política, econômica, judicial e até religiosa.

A resposta veio em menos de um ano, e certamente ninguém, nem eu, nem você, nem os deputados do PSol aceitaremos que os assassinos aleguem que mataram por uma guerra que consideravam justa.

Há quarenta anos se sabe quem matou os dois policiais. Há quarenta anos se sabe quem matou o joalheiro, há quarenta anos se sabe quem matou o açougueiro. Eles não têm nomes para os defensores de Battisti. As suas vidas não valem nada para quem defende cegamente um assassino.

Battisti não matou Marielle, então, para eles, está tudo bem.

(Texto de Márcio Augusto Costa)

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