PHD de Harvard que tentou encurralar Mourão fez artigo na Folha em defesa de Haddad (Veja o Vídeo)

O nome da ‘fera’ é Fernando Bizarro.

Em 2018 ele defendeu com veemência e publicamente a candidatura de Fernando Haddad. Chegou, inclusive, a escrever um artigo para o jornal Folha de S.Paulo propondo uma frente de esquerda em apoio ao petista.

No texto Bizarro dizia o seguinte:

“Jair Bolsonaro pode acabar com a democracia brasileira. Ele é mais autoritário que Orban, Erdogan, Duterte, e até mesmo que Chávez. Se Bolsonaro vencer, o Brasil vai ficar mais parecido com a Venezuela: as eleições serão menos livres e justas, o executivo abusará constantemente de seus poderes, o país ficará mais militarizado e violento, e direitos civis e humanos serão violados.”

Na sequência, ele descrevia como Haddad deveria se comportar caso fosse eleito e atacava a possibilidade de uma eventual vitória de Bolsonaro.

Não deu para o PT. Não deu para Haddad, porém, na última sexta-feira (5), Fernando Bizarro teve a chance de encurralar o General Hamilton Mourão. Ele seria o responsável por uma pergunta ao vice-presidente do Brasil no evento “Brazil Conference at Harvard & MIT”, nos Estados Unidos.

Assim, se preparou para questionar e tentar constranger o militar.

Quando chegou a sua vez de perguntar, fez afirmações questionáveis e interpelou Mourão:

“A percepção de que governar não era tarefa para as Forças Armadas foi uma das razões pelas quais os militares devolveram o poder para os civis em 1985 … essa percepção motivou líderes, como o general Geisel, a iniciar essa transição para preservar a legitimidade das Forças Armadas.
“35 anos depois, o senhor é um general vice-presidente, temos generais como ministros … porque é que as coisas seriam diferentes desta vez?
Se em 1985 o governo foi passado dos militares para os civis, porque é que o senhor acha que militares podem governar o país agora? Porque é que a lição que o general Geisel aprendeu não se aplica ao senhor?”

A pergunta de Bizarro é bizarra.

Mourão destruiu com apenas uma frase:

“O general Geisel não foi eleito, eu fui”.

Veja o vídeo:

De qualquer forma, parece que faltou ao general esclarecer que quem governa o país atualmente é um civil.

Isto precisa ficar bem claro.

Lívia Martins

Articulista

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