Com Dilma o governo passou a ser gigolô da seguridade social e dos trabalhadores

Eu fico absolutamente perplexo com os protestos, denúncias e “boicotes” que a imensa maioria dos políticos do PT, e da esquerdalha associada, estão fazendo para impedir a reforma da previdência social.

Na verdade, a necessidade de uma “mexida” na previdência social vem de longa data, com diversos presidentes postergando a adoção das medidas necessárias e empurrando o problema com a “barriga”.

Tudo acabou “estourando” no Governo de Jair Bolsonaro, recém instalado.

Se esse problema já se arrastava de há muito, durante a gestão de Dilma Rousseff ele foi agravado, tornando-se absolutamente indispensável atacá-lo logo e de frente, sob pena de quebra ao “meio” país.

Ocorre, porém, contudo, entretanto, todavia, que o tiro de misericórdia na falência da previdência social partiu exatamente de uma iniciativa do próprio PT, que teve decisiva participação da então Presidente Dilma, que conseguiu aprovação no Poder Legislativo Federal (Câmara e Senado) da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) Nº 87/2015.

Esse detalhe, na verdade, não é nenhum segredo de Estado ,mas não tem merecido a atenção devida da mídia, que mais confunde e engana, que esclarece . Mas foi a “gota d’água” que gerou a necessidade absoluta e a inadiabilidade da reforma da previdência.

Mediante essa famigerada PEC, foi prorrogada a Desvinculação das Receitas da União (DRU), até 2023, ampliando, ademais, de 20% para 30% o percentual da Receita a desvinculada.

Trocando esse absurdo em miúdos, com essa emenda o Governo passou a ter o direito de dar o destino que bem entender a 30% das contribuições desviadas, isto é “roubados”, das CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS, e que deveriam ser destinados à Saúde, Assistência e Previdência Social, para que esse desvio atendesse o chamado “superavit primário”, ou seja, uma reserva para poder pagar a DÍVIDA PÚBLICA (de caráter questionável), onde os banqueiros são os maiores credores.

Resumidamente: essa “vigarice” que fizeram com a Constituição significou que o Governo passou a se apropriar de 30% das contribuições previdenciárias dos trabalhadores, que deveriam servir para fazer frente inclusive a seus futuros benefícios (aposentadoria, etc), e que foram “desviados” para pagar a Despesa Pública, portanto, com total desvio de finalidade das contribuições.

E Bolsonaro assumiu tendo “de cara” que engolir e pagar essa emenda constitucional, incrivelmente hoje sendo acusado pelos esquerdopatas de ser o maior “bandido” da previdência social, no momento em que “esquecem”, muito convenientemente, que foram eles próprios que deram causa à essa situação calamitosa da previdência.

A pergunta que se impõe: seria necessário tanto sacrifício dos trabalhadores nas suas aposentadorias se todas as suas contribuições previdenciárias tivessem o destino correto?

da Redação

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