No antro da corrupção, dono de luxuoso apartamento em Miami não aparece

Um imóvel de alto padrão localizado em Miami, nos Estados Unidos, chamou a atenção dos investigadores da Operação Lava Jato.
O ex-vereador Chambinho, de Americana (SP), é um dos envolvidos nessa história. Ele teria sido o agente distribuidor de uma milionária propina de 50 milhões de reais, desviados de um contrato entre o Ministério do Planejamento e a empresa de informática Consist, que gere o sistema de pagamentos consignados da pasta.
João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT, de acordo com cálculos da polícia, teria recebido do esquema cerca de 10 milhões de reais. Parte considerável do dinheiro desviado beneficiou também a senadora Gleisi Hoffmann, ex-ministra da Casa Civil (PT-PR), e o marido dela, Paulo Ber­nardo, ex-ministro do Planejamento no governo Dilma. 
Já com relação ao  apartamento em Miami, a escritura do imóvel estaria entre o material reunido pelos policiais na apuração do caso.
Marco Maia (PT-RS), ex-presidente da Câmara dos Deputados, passou férias no imóvel hoje sob suspeita.  
Maia garante que esteve no imóvel a convite de Chambinho, onde se hospedou  por dez dias, "uma única vez".
Em depoimento prestado aos investigadores no curso das negociações para fechar um acordo de delação premiada, o ex-vereador disse que o apartamento está registrado em nome de uma empresa aberta por ele na Flórida, mas que Marco Maia é o verdadeiro dono do imóvel.
Chambinho - que tem em seu nome um outro apartamento no mesmo condomínio - se prestava ao papel de "laranja" de luxo.
O apartamento sob investigação tem 164 metros quadrados, fica na South Tower at The Point - e conta com três quartos e dois banheiros. O prédio faz parte de um condomínio de cinco edifícios situado a poucos metros da praia e proporciona aos condôminos o uso de uma marina e de um spa. 
A polícia já descobriu que decoração do apartamento foi feita sob orientação da mulher do deputado Marco Maia. 
Por decisão do Supremo Tribunal Federal, que não encontrou conexão do caso Consist com o petrolão, a investigação saiu da alçada do juiz Sergio Moro, em Curitiba, e agora corre na Justiça Federal de São Paulo. A parte relativa aos políticos com foro privilegiado será remetida ao STF, a cujos ministros, em última instância, Marco Maia deverá se explicar.


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da Redação

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