Que “dignidade” Lula?

Por muito pouco não cai da cadeira em que estava sentado quando li a entrevista do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, concedida à Folha de São Paulo, e ao El País, declamando o seguinte:

“Fico preso 100 anos. Mas não troco minha dignidade pela minha liberdade”.

Para começo de conversa, Lula deixa muito claro ser um autêntico “analfabeto funcional”, uma vez que fala e escreve sobre “dignidade”, mas não têm a mínima noção do significado dessa palavra.

Qualquer outra qualidade poderia ser atribuída ao ex-Presidente. Porém jamais a “dignidade”. A maior prova dessa carência de ordem moral reside na sua própria trajetória de vida sindical e política.

Ora, um sujeito que durante o Regime Militar serviu de “dedo duro” de outros “colegas” militantes, subversivos e guerrilheiros de esquerda, entregando-os aos “gorilas”, jamais teria o direito de invocar para si mesmo a virtude da “dignidade”.

Mas o “analfabetismo funcional” de Lula tem algumas “restrições”. Melhor do que ninguém, esse cidadão tem plena consciência do significado de LIBERDADE. Ele viveu total liberdade nas suas vidas de dirigente sindical e na política, fez o que quis, enganando, ludibriando e mentindo para todo mundo, chegando inclusive à presidência da república, por dois mandatos consecutivos, convencendo os incautos, com seu “blá, blá, blá”, estilo “Cantinflas”, como se fosse um “camelò” de rua vendendo promessas, ao invés de quinquilharias.

Com essa estratégia, Lula angariou os votos de muitos trouxas, conseguindo se eleger. De “quebra”, desmoralizou os próprios princípios da democracia verdadeira, corrompendo-a, de modo a transformá-la num regime que nega a democracia, que é a sua antítese, mais precisamente, uma mistura de OCLOCRACIA com CLEPTOCRACIA, praticada pela massa ignara, despolitizada ou ingênua, em proveito dos patifes que se adonaram da política e que foram “selecionados” do meio da pior escória da sociedade.

Além de tudo, Lula se faz de bobo, sempre para agradar e convencer os incautos.

Onde estariam os 100 (cem) anos de prisão de que ele fala, e que ele não trocaria pela sua “dignidade”?

Porventura ele não sabe, que o Superior Tribunal de Justiça (STJ), num baita “esquemão”, praticamente o tirou da cadeia, com a diminuição da sua pena, restando-lhe poucos meses de prisão, após o que poderá passar para o regime semiaberto, pelo sistema da progressão de pena ou, mais provavelmente, para o regime de prisão domiciliar, em algum dos seus imóveis com todo o conforto, e que causariam inveja a qualquer “vivente”.

O ex-Presidente precisa tomar consciência de que “dignidade” não gera condenação à prisão por corrupção e lavagem de dinheiro.

Aliás, a tese de Lula para sair do xilindró mais cedo, admite o crime de corrupção para se livrar da condenação por lavagem de dinheiro.

Haja dignidade!

Sérgio Alves de Oliveira

Advogado, sociólogo,  pósgraduado em Sociologia PUC/RS, ex-advogado da antiga CRT, ex-advogado da Auxiliadora Predial S/A ex-Presidente da Fundação CRT e da Associação Gaúcha de Entidades Fechadas de Previdência Privada, Presidente do Partido da República Farroupilha PRF (sem registro).

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