Dinheiro público é para dar retorno ao povo, não para bancar fábrica de militantes

Em toda minha vida, nunca parei e pensei: "Nossa, preciso de um filósofo da USP."

Provavelmente o Seu João, de 60 anos, que sofre de glaucoma, vive de salário mínimo e mora no interior de Pernambuco, precisou menos ainda de um.

O Brasil tem prioridades óbvias, e elas não passam por bancar cursos de filosofia e sociologia em Universidades Federais para jovens ricos. Jovens estes que são ensinados a ter "consciência política" antes de aprender interpretação de texto.

O relincho dos intelectuais, de que Bolsonaro quer acabar com o debate, não faz sentido. Há DEZENAS de vídeos mostrando alunos de faculdades federais expulsando quem chegue lá para um debate/palestra/evento. Nos cursos que eles dominam, não há espaço para o outro lado.

A esquerda não está com medo de que o debate ou a contestação acabem. Está com medo de perder o monopólio destes.

Bolsonaro precisa agora estabelecer normas rígidas para a liberdade de expressão nos campus. "Alunos" que impeçam o outro lado de falar tem que ser expulsos de imediato e processados.

Dinheiro do povo é para dar retorno ao povo. Não para bancar fábrica de militantes, censurar pontos de vista diferentes ou transformar maconha em filosofia de vida.

#Paz

(Texto de Frederico Rodrigues)

Frederico Rodrigues

Analista Político e Membro da Direita Goiás.

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